terça, 18 de junho de 2019
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Vereador é preso no Conde por peculato e lavagem de dinheiro; GAECO investiga outras câmaras



Publicado em segunda-feira, maio 6, 2019 · Comentar 

O vereador Ednaldo Barbosa, conhecido como Naldo Cell (PT), presidente da Câmara Municipal do Conde, acaba de ser preso pela Polícia Civil. Ele responde pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A prisão aconteceu na tarde desta segunda-feira (06), na sede da própria Câmara Municipal de Conde.

O vereador Ednaldo Barbosa, mais conhecido como Naldo Cell, é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado GAECO, que desencadeou a Operação Cavalo de Tróia. O parlamentar é suspeito de participar de um esquema de corrupção envolvendo a devolução de salários pagos a assessores de parlamentares contratados sem concurso público.

De acordo com o GAECO, a operação investiga vários membros de casas legislativas de inúmeros municípios paraibanos, que usam interpostas pessoas para desviar recursos públicos. O delegado responsável pela prisão é Allan Terruel. A operação está dando cumprimento a dois mandados judiciais decretados pela Justiça.

O GAECO chegou ao local, chamou o vereador Juscelino Araújo, que presidia a Sessão e o vereador Naldo Cell, conversou com ambos e em seguida o petista foi conduzido à viatura.

Estão envolvidos na operação policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deccor) e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPPB.

Segundo o delegado titular da Deccor , Allan Terruel, as investigações começaram há pouco mais de um mês e  apontaram um esquema de corrupção instalado na Câmara Municipal do Conde.

“Começamos investigar o caso após sermos informados que um vereador teria contratado um assessor e o obrigado a devolver parte do salários recebidos”, afirmou o delegado.

No decorrer das investigações, a polícia constatou que outros parlamentares adotavam a mesma prática que é tipificada como crime.

“O vereador que contrata e obriga o assessor a lhe devolver parte do salario prática crime de corrupção. Já o assessor que entrega parte do salário ao vereador pratica crime de peculato e os dois estão praticando lavagem de dinheiro”, explicou Terruel.

Na Paraíba, a Operação Cavalo de Tróia  foi criada para investigar membros de casas legislativas municipais que usam pessoas para desviar recursos públicos.

A operação recebeu este nome em alusão à história grega em que uma estrutura enorme de madeira em forma de cavalo é criada para esconder inimigos em seu interior.

“Assim como ocorre na história Greca, o esquema de corrupção nas câmaras municipais também busca esconder  em sua estrutura  pessoas que praticam crimes contra a administração pública”, explicou o delegado Allan Terruel.

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