Quando a gente lê dois títulos do mesmo portal, dá para perceber uma coisa simples: o portal não está só informando, ele está escolhendo um lado.
Veja como ele trata o mesmo assunto (reajuste de 6%) de jeitos totalmente diferentes.
No caso de Marí, o portal chama de: “TRAIÇÃO AOS PROFESSORES” e diz que a gestão “tenta impor” e que o reajuste é “injusto”.
Isso é um jeito de escrever que já faz o leitor ficar com raiva antes mesmo de ler a matéria. “Traição” é uma palavra pesada. Parece que alguém fez de propósito para prejudicar os professores. Mas o título não prova isso. Ele só acusa.
E tem outra: dizer que a Prefeitura “impõe” não combina com a realidade. Quando a Prefeitura manda um projeto para a Câmara, ela não impõe, ela propõe. A Câmara vota. É assim que funciona.
Em Sapé: o mesmo 6% vira coisa boa
Já em Sapé, com o mesmo 6%, o título muda completamente o tom: “Prefeitura encaminha projeto de lei para conceder reajuste de 6%… e mantém política de valorização.” Aqui, 6% vira “valorização”.
Percebe? O que em Marí vira “traição”, em Sapé vira “mérito”.
Então a pergunta é simples: o problema é o 6% ou é o alvo político?
Isso mostra que a intenção parece ser mais criar polêmica do que explicar.
O que essa forma de escrever causa na cidade?
Esse tipo de manchete, aumenta a briga e fecha as portas para conversa, pressiona vereadores com medo (“se votar, traiu”) e pode acabar prejudicando os próprios professores, porque se não vota, ninguém recebe e o tempo passa.
Conclusão simples
Se 6% é “valorização” em Sapé, não faz sentido virar “traição” em Marí só por escolha de palavras.
Quando um portal muda o tom conforme o município, ele deixa de informar e passa a puxar a corda para um lado.
E o povo precisa ficar atento: título também pode ser arma.
Redação/ExpressoPB
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