quarta, 30 de novembro de 2022
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Morre em João Pessoa Cachimbinho, mestre das Emboladas de Coco



Publicado em sexta-feira, novembro 25, 2022 · Comentar 

Luto na arte popular da Paraíba com a morte do Poeta Cachimbinho, que fez sucessos na Década de 1980 na Arte das Emboladas de Coco formando Dupla cantando por mais de 35 anos com Geraldo Mouzinho percorrendo todo Brasil . A família ainda não informou onde vai ser o velório e sepultamento.

O produtor cultural Eudes Hermano comentou que “é com tristeza que fico sabendo do falecimento do grande mestre da embolada Cachimbinho. O coco de embolada ficou conhecido pelas últimas gerações graças a ele que, juntamente com seu parceiro Geraldo Mouzinho, mostraram aos novos quão grande é deliciosa é essa arte popular”.

E concluiu: “Deus o recebe é lhes da um belo lugar para sua vida eterna. É embolada no céu”.

Sobre o artista

Tomás Cavalcante da Silva, conhecido como Cachimbinho, iniciou sua trajetória aos treze anos. No início da carreira ele recebeu influência do poeta Manoel Batista. E cantava embolada nas praças, sítios e comícios políticos em sua cidade natal; só depois veio para o município de Santa Rita.

O artista declarou “Nasci numa localidade que era de Guarabira, mas hoje pretende a Araçagi, sitio Marmaraú”. Chegou a ser preso por cantar em uma praça, mas foi defendido por estudantes e pelo político Sílvio Porto. “Ele mandou me soltar porque a polícia devia prender bandidos, e não alguém só porque estava cantando emboladas”.

O artista declarou “Nasci numa localidade que era de Guarabira, mas hoje pretende a Araçagi, sitio Mamaraú”. Chegou a ser preso por cantar em uma praça, mas foi defendido por estudantes e pelo político Sílvio Porto. “Ele mandou me soltar porque a polícia devia prender bandidos, e não alguém só porque estava cantando emboladas”.

Cachimbinho é considerado Mestre das Artes. Foi ganhador da Medalha Augusto dos Anjos e realizava apresentações especiais pelo Nordeste e especialmente na Paraíba.

Trecho de verso escrito por Cachimbinho:

“Acabou-se carvalhada,
coco de roda e guerreiro
E corrida de vaqueiro
dentro da mata fechada
O forró numa latada
Tem gente que dá no fio
a lapinha o pastoril,
o picado o arroz doce
As coisa boa acabou-se
Traz uma saudade Brasil

Bumba meu boi e ciranda
Isso aí dá bom estrondo
Mamulengo, siá redondo
E o fogo de giranda
Hoje só existe banda.
Não tem mais divertimento
Acabou-se casamento,
O povo só vê novela
Acabou quebra-panela
E corrida de jumento… “

Da Redação 
Com Wscom 

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