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Líderes europeus, Putin e Biden parabenizam Macron pela reeleição na França



Publicado em segunda-feira, abril 25, 2022 · Comentar 

Em seu discurso de vitória, o presidente reeleito da França, Emmanuel Macron, afirmou que seus eleitores “escolheram um projeto humanista e ambicioso para a independência do país e da Europa”. Depois de dois meses de guerra na Ucrânia, a União Europeia respirou aliviada com o resultado do segundo turno das eleições presidenciais na França.

A vitória de Emmanuel Macron, do partido República em Marcha, para um segundo mandato foi considerada uma vitória da Europa democrática por Bruxelas. O presidente Macron se define como “apaixonadamente francês e decididamente europeu”, e tem afirmado que a Europa está no seu DNA.

Ele representa o contrário de sua adversária política, a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, que se fosse eleita tentaria a reforma do bloco para transformá-lo em uma simples aliança de nações europeias em que a soberania de cada Estado deveria ser respeitada – o que provavelmente seria o fim da União Europeia.

Um dos primeiros líderes a parabenizar Emmanuel Macron foi o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que enviou “um caloroso bravo” ao presidente francês. “Neste período atormentado, precisamos de uma Europa sólida e de uma França totalmente engajada por uma União Europeia mais soberana e mais estratégica. Podemos contar com a França por mais 5 anos”, reforçou. Logo em seguida, foi a vez da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escrever no Twitter: “Eu me alegro em poder continuar nossa excelente cooperação. Juntos, levaremos a França e a Europa adiante”.

Líderes europeus felicitam Macron

Chefes de Estado e de governo da UE reagiram com a certeza de que a Europa saiu fortalecida com a reeleição de Macron. O chanceler alemão, Olaf Scholz, dirigiu-se diretamente ao presidente reeleito. “Os seus eleitores enviaram hoje um voto de confiança na Europa. Anseio pela nossa boa e contínua cooperação.” O primeiro-ministro belga e aliado de Macron, Alexander De Croo, afirmou que “os franceses fizeram uma escolha forte ao optarem pelos valores do Iluminismo”.

Para o chefe do governo espanhol, Pedro Sanchez, “a democracia e a Europa ganharam” com o resultado deste domingo. “Notícia maravilhosa para toda a Europa”, felicitou o chefe do governo italiano, Mario Draghi. Apesar da Grã-Bretanha não mais integrar o bloco europeu, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, parabenizou Emmanuel Macron em inglês e francês. Após se referir à França como “um de nossos aliados mais próximos e mais importantes”, Johnson afirmou estar “ansioso para continuar trabalhando juntos em questões-chave para os dois países e para o mundo”.

Macron continuará priorizando a Europa

Ninguém duvidava que o resultado das urnas no segundo turno das eleições presidenciais na França teria um impacto enorme e direto no futuro da União Europeia. A certeza de que a segunda maior economia do bloco será governada, nos próximos cinco anos, por um ferrenho defensor da Europa ameniza os humores em Bruxelas, mas os 42% de votos da candidata do partido Reunião Nacional, Marine Le Pen, acende o alerta de que a extrema-direita ganha fôlego no continente.

No segundo mandato, Macron terá muito mais desafios, mas não abre mão de construir uma nova ordem de segurança e estabilidade para o continente europeu e exigir “um rearmamento estratégico” da Europa “com poder de paz e equilíbrio, em particular no diálogo com a Rússia”. Para o chefe de Estado francês, a soberania europeia deve ser um “imperativo”; ou seja, o bloco deve ter a capacidade de proteger seus cidadãos, sem ficar sujeito às prioridades de outros países. A França é a única potência nuclear da União Europeia.

Novo encontro com Putin não está descartado

Quando, em 1º de janeiro o presidente francês assumiu o comando da presidência rotativa da União Europeia, que termina no dia 30 de junho, ele não poderia imaginar que uma guerra eclodiria em plena Europa. Macron foi o único líder europeu que se reuniu e tentou dialogar com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

Da redação/ Com Carta Capital

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