segunda, 02 de agosto de 2021
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A “filha pobre” da região, Mari é sabotada e fica de fora das ações e serviços do Governo do Estado



Publicado em terça-feira, junho 15, 2021 · Comentar 

O Governo do Estado da Paraíba faz questão de não apresentar nenhum apreço ao povo de Mari ao não ofertar a cidade a mesma atenção que tem oferecida a cidades da região. Não é de agora essa atitude no mínimo desrespeitosa do Governo com o município que lhe deu expressiva votação em 2018 e lhe tornou majoritário de votos na cidade.

Nos últimos dias o governador faz questão de atender e ofertar obras e serviços a cidades ao redor de Mari enquanto que o município vive de pires na mão em busca do asfalto da travessia urbana ligando a PB 051 a 073.

Não bastasse os humilhantes pedidos da população para migalhar a atenção do governo, há anos que espera a conclusão do Matadouro Público Regional e até agora nenhuma autoridade política do Estado se digna a resolver a situação do prédio que encontra-se praticamente abandonado.

Dizendo querer bem a Mari, o governador até fez um aceno, mas até agora não se concretizou. Contemplou o município com o programa “Tá na Mesa”, projeto de complementação alimentar oferecida a R$ 1 real a população, mas até a data de hoje ainda não foi servido um prato de comida.

Nos bastidores não falta político que não queira ser o pai da criança, a classe política briga cada qual na sua tribo se dizendo o dono do projeto.

Diferente de Mari, o município de Guarabira já recebeu  o “Prato Cheio”. Na quarta-feira, dia 02 desse mês, o governo do estado começou a ofertar 1.000 refeições diariamente – café, almoço e janta – para pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social. O público atendido não paga nada por elas.

No dia 07 deste mês, João Azevedo entregou 49 caminhões, sendo 39 refrigerados e 10 de carga seca, além de balanças eletrônica e de piso, freezers horizontais e verticais, computadores, impressoras, estabilizadores, monoblocos e pallets que serão destinados a 84 municípios vinculados ao Programa de Aquisição de Alimentos, na modalidade compra com doação simultânea (PAA/CDS). Na região receberam os municípios de Gurinhém, Mulungu, Sapé e Cruz do Espírito Santo, mas o  município de Mari ficou de fora sem nenhuma explicação por parte do Governo Estadual.

No último dia 09, o governador João Azevêdo veio ao município de Riachão do Poço e entregou  19 motos para profissionais que trabalham com esse tipo de atividade, contemplados com a linha de crédito Empreender Motociclista Profissional. A ação representa um investimento superior a R$ 330 mil, mas Mari nada!

Na quinta-feira, dia 10, o governador voltou a contemplar mais um município da região com ações do governo. Sapé ganhou a criação da 24° AISP – Área Intrigada de Segurança Pública, consistindo na compatibilização das áreas territoriais de atuação nos municípios pela Brigada Militar, Corpo de Bombeiro e a Polícia Civil, potencializando a integração e a atuação conjunta na resolução dos problemas relacionado com a criminalidade e a “filha pobre” da região continua de “pires na mão”.

Mas, nem tudo está perdido para quem apoia o Governador em Mari. A briga por cargos e empregos que servem de cabide eleitoral é o forte na cidade. Existem escolas que tem mais funcionários que aluno. Lideranças políticas travam queda de braço para indicar seus cabos eleitorais em postos das repartições públicas estaduais, enquanto isso a Escola Estadual Luiz Maria de França espera por uma reforma prometida desde o ano passado e até anunciada como “feita”.

Isso não é muito novidade por essas bandas. Em entrevista recente na cidade, um deputado da base governista que deseja fortalecer seu “reduto eleitoral” no município já revelou que lideranças de Mari “cobravam do Governo do Estado pleitos particulares em detrimento do coletivo”. Deve está ai o segredo de tanto desprezo do governador oferecido ao povo de Mari.

Mesmo assim o prefeito da cidade, Antonio Gomes, procurou o governador e participou de uma audiência no dia 18 de maio, onde  apresentou uma pauta de reivindicações para atender a população do município. Em entrevista na rádio local, o prefeito foi categórico ao afirmar que não pediu nenhum cargo, não tratou desse assunto, mas garantiu que solicitou o asfaltamento das vias principais do município. Quase um mês depois não se houve mais falar do assunto.

Enquanto isso, desde o início do ano que João Azevedo anuncia asfaltamento viário urbano em cidades da região.

Araçagi, que faz fronteira com Mari, ganhou desde fevereiro desse ano, asfalto em suas principais avenidas.  A obra de mobilidade urbana tem investimento de R$ 5 milhões em seis cidades. Dentre as obras de pavimentação de ruas, a Praça Macrina Maroja também está recebendo melhoramento em seu entorno.

Cuitegi, na região de Guarabira, ganhou travessia urbana e pavimentação de ruas.  A Rua Maria Pimentel Cunha, que corta a cidade de uma ponta a outra foi totalmente asfaltada, mas não só esta, outras também receberam asfalto.

Em Gurinhém, que também faz fronteira com Mari, teve anunciado o asfalto de acesso à comunidade Pau Ferro da Estação, com a construção de bueiro quádruplo celular de concreto. O investimento tem o objetivo de garantir o tráfego de veículos nos períodos de chuvas; promover o desenvolvimento do município; e melhorar a qualidade de vida da população local.

Em Sapé, o distrito de Renascença está recebendo asfalto ligando-o a sede do município, obra do governo João Azevedo.

Com todo esse panorama de obras, ações e serviços ofertados aos municípios que estão nas redondezas de Mari não tem como não desconfiar que o governo estadual está sabotando a população desse importante município da região da Zona da Mata da Paraíba.

Da Redação 
Do ExpressoPB

 

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