segunda, 17 de dezembro de 2018
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TM ressurge em Belém; AG sobrevive aos ‘escombros’ em Mari



Publicado em sábado, outubro 13, 2018 · Comentar 

TM ressurge em Belém

Alguém já passou pela experiência de colocar um sapo para fora de casa e minutos depois ele está de volta no mesmo lugar? Acredito que todos nós já passamos por situação como esta ou semelhante.

Pois bem, longe de mim querer comparar o ex-prefeito de Belém com um sapo, mas faço essa analogia para trazer a luz da reflexão o resultado das eleições e a votação dos candidatos votados em Belém.

TM vez por outra é tirado do pleito eleitoral, mas volta a tentar e quando não está na disputa diretamente hipoteca seu apoio a alguém, como ocorreu em 2018.

Não desejo fazer uma analise dos votos para o governo da Paraíba, pois Belém seguiu a ordem natural das eleições no Estado, deu João em primeiro (Leia aqui). O detalhe está justamente nas eleições proporcionais.

Muito se ouvi dizer que TM está acabado, não tem força nem expressão política em Belém suficiente para retomar o poder local, mas o resultado das eleições deste ano prova o contrário.

O filho da terra, ex-prefeito Roberto Flávio, marido da atual prefeita, aparentemente nome bom na praça, saiu majoritário do pleito na cidade com 2.552 votos, mas foi a deputada Camila Toscano, apoiada por TM, que surpreendeu com 1.598 sufrágios, seguida de Raniery que obteve o apoio do também ex-prefeito Edgar com 412 votos.

Por se tratar de alguém de fora, Camila foi a grande vencedora do pleito em Belém, graças a Tarcísio Marcelo que fez um bom trabalho de conquista do voto e voltou a se credenciar como principal força de oposição ao governo da prefeita Renata.

Se a justiça deixar, TM poderá destronar a mulher de Roberto em 2020. É só observar os números e as condições de campanha de cada um.

AG sobrevive aos ‘escombros’ em Mari 

“Ou se muda a estratégia ou…”, escrevi isso em 14 de dezembro de 2017, em um artigo publicado neste espaço, intitulado “Governo acuado perdeu para a oposição de dois ou três”. Ninguém levou em conta o meu alerta e talvez hoje pensem: ele tinha razão (Leia aqui).

Ainda fui além; disse no mesmo artigo que “o governo em Mari perdeu no debate político para a oposição de dois ou três ao se negarem a fazer o confronto de números, dados e opinião. Erraram pela a arrogância de achar que o adversário ao calar-se cruzou os braços, pelo contrário, ele evitou vir para a linha de frente do confronto, porque ele – como ninguém – sabe de seus feitos no passado e não se dispôs a ser cobrado, daí deixou que os seus – desassistidos da sombra da muda – fizessem o trabalho apenas pelo doce prazer da vingança de não estarem usufruindo do que o poder lhes proporcionou durante anos.”.

Em outro artigo, escrito anterior ao acima citado, publicado em 01 de junho de 2017, fui cirúrgico: “Num processo político acirradíssimo como este vivido em Mari, não se pode agir com ingenuidade, ou irresponsabilidade. O projeto derrotado nas urnas em 2016 não morreu, suas práticas e costumes estão nas entranhas do serviço público, representado por maus servidores, por forças externas da gestão, capitaneadas pelo principal adversário do atual prefeito.” (Leia aqui).

Vou deixar a modéstia de lado, porque eu estava certo. O resultado das  urnas de 07 de outubro de 2018 provou que os sinais de alerta feitos por este colunista, tinham consistência.

Se o governo de Antonio Gomes vai bem administrativamente, erra feio na articulação política, aliás, não existe articulação política, as vezes ela é feita de improviso e por quem não tem experiência de vivencia politica/eleitoral, muito menos traquejo para driblar pegadinhas do adversário.  Basta observar as adesões de última hora, na véspera da eleição, sem consistência, sem comprometimento de quem adere [ aparentemente] e de quem recebeu a adesão.

Mas não só as adesões de última hora são questionáveis, algumas do início do governo também. O que dizer daqueles que aderiram ao governo logo em janeiro de 2017 (inclusive que foram criticadas por este colunista) se comprometendo com o projeto político de Antonio Gomes já em 2018 e de pronto ‘arranjaram’ deputados para votarem diferentes dos que estavam sendo defendidos pelo prefeito? Qual a razão de Antonio conquistar adesões nos primeiros meses de seu governo, quando ainda estava em ‘lua de mel’ com seu eleitorado, se não fosse reunir forças para o primeiro embate pós 2016 [que seria agora em 2018]?

Ledo engano. Muitas das adesões não serviu para fortalecer o grupo situacionista, pois elas não somaram votos em 2018 para o projeto de Antonio, pelo contrário, cada um se abrigou no guarda chuva da gestão, mas retribuiu com votos a outros projetos eleitorais.

Da parte dos aliados que caminham no projeto desde antes de 2016, muitos fizeram corpo mole, alguns insatisfeitos pelas ‘adesões’ repentinas e ‘adesões de última’ hora, ou por algum desejo pessoal não atendido, ou até por outros motivos […] e passaram apenas a assistir o jogo sendo jogado, sem se quer se mover na torcida.

A sorte ainda foi a votação dos deputados apoiados pelo projeto situacionista que foram majoritários, com poucos votos – diga-se de passagem – mais foram. Essa foi a tábua de salvação  do projeto político liderado por Antonio Gomes, o que consequentemente lhe faz sobreviver dos escombros eleitorais do último domingo.

O ‘liberalismo’ politico e administrativo que se tornou a gestão, fez a ‘roda grande passar dentro da pequena’, ascendendo a luz vermelha para 2020.

Se ninguém tem coragem de dizer, eu tenho!

E por fim, termino como comecei: “Ou se muda a estratégia ou…”.

Marcos Sales
Contato com a coluna: @Salles_Marcos
Email: marcosexpresso@live.com

 

 

 

 

 

 

 

 

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