Áudio de Temer vaza e Dilma dispara: caiu a máscara do conspirador

Publicado em segunda-feira, abril 11, 2016 · Comentar 


Dilma-TemerA presidente Dilma Rousseff reagiu com indignação, ao saber do vazamento de um áudio do vice-presidente Michel Temer, em que ele fala como se já fosse presidente da República e pede “sacrifícios” à população. “Caiu a máscara do conspirador”, disse ela, segundo seus interlocutores no Palácio do Planalto.

O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, também reagiu. “Estou estupefato. Ele está confundindo a apuração de eventual crime de responsabilidade da presidente Dilma com eleição indireta. Está disputando votos e transformou o processo numa eleição indireta para conseguir votos em favor do impeachment. Esse áudio demonstra as características golpistas do vice”.

No áudio, Temer diz que pretende manter programas sociais como o Bolsa-Família, o Fies e o ProUni (leia aqui).

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou Temer como “golpista trapalhão” (leia aqui).

Para o colunista Jorge Bastos Moreno, do Globo, Temer deu “um tiro mortal” no impeachment (leia aqui).

Da Redação
Com Brasil 247

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A maioria dos casos registrados de estupro pela Polícia Civil na Paraíba em 2023 foi em vítimas entre zero e 14 anos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) durante o programa Hora H, da Rede Mais Rádios. De acordo com o levantamento solicitado pelo Portal MaisPB junto à Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, o estado contabilizou 530 estupros no ano passado, sendo 300 na faixa etária que vai de 0 a 14 anos, confira: 0 a 14 anos – 300 casos 15 a 29 anos – 143 casos 30 a 44 anos – 49 casos 45 a 59 anos – 16 casos 60 anos ou mais – cinco casos Idade não informada – 15 casos Dados reforçam debate sobre PL do Estupro, diz secretária Para a secretária da Mulher e Diversidade Humana da Paraíba, Lídia Moura, os dados demonstram a necessidade de trabalhar contra a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 1904/24, que equipara a interrupção da gravidez após esse período ao crime de homicídio. “Esse é um dado que demonstra o que sabíamos. A violência afeta principalmente as crianças de até 14 anos. O Projeto de Lei 1904 é um absurdo para a vida das meninas e mulheres. Na medida que uma criança é estuprada, muitas vezes ela está sob ameaça do agressor ou tem ao lado uma pessoa adulta que não tem as informações. Quando vai perceber, [a gravidez] já está em estado avançado. Não se faz sentido criminalizar as vítimas”, avaliou. “A sociedade precisa reagir a isso. Já existe uma legislação brasileira que protege as mulheres no caso de aborto legal. Não há para que retroceder, transformar a vítima em criminosa” O advogado criminalista Rafael Vilhena defende a aprovação da matéria. Para o jurista, impor um marco temporal para o aborto legal – 22 semanas – é um ato de defesa pela vida da criança. “Matar aquela criança formada e com vida não resolve o problema, não vai apagar a violência que ela sofreu. Esse projeto de lei está de acordo com diversos atos normativos, no sentido que o feto depois de 22 semanas já alcança a viabilidade de viver fora do útero. Não há razão para permitir que essa criança seja morta”, afirmou. O bispo de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes, divulgou um vídeo nas redes sociais defendendo a proposta em tramitação no Poder Legislativo. O sacerdote sugeriu que os fiéis comprem aos parlamentares paraibanos a aprovacão da matéria. “Independente do tempo de gestação, o aborto é crime. Nós, cristãos, defendemos a vida desde a concepção. Reitero a importância da vida em toda e qualquer circunstância. Sim, as vidas importam, da mãe e do bebê. Cobremos dos nossos representantes. Não podemos dar marquem a quaisquer iniciativa a assassinato de bebês”, defendeu. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, ontem, parecer em que classifica como inconstitucional e ilegal o projeto de lei. Os advogados destacam o “total rechaço e repúdio” ao PL e pedem seu arquivamento, se opondo a “qualquer proposta legislativa que limite a norma penal vigente”. O parecer será encaminhado à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Além disso, no documento, a entidade indica ainda que, caso o PL avance, o tema deve ser levado ao Supremo Tribunal Federal, para reparar “possíveis danos aos direitos de meninas e mulheres”. O que diz o PL 1904/24 A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o regime de urgência para o Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, aumentando de dez para 20 anos a pena máxima para quem fizer o procedimento. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. O texto fixa em 22 semanas de gestação o prazo máximo para abortos legais. Hoje em dia, a lei permite o aborto nos casos de estupro, de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto). Atualmente, não há no Código Penal um tempo máximo de gestação para o aborto legal. O aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um a três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando quem provocar um aborto sem o consentimento da gestante. Caso o projeto seja aprovado, a pena máxima para esses casos passa a ser de 20 anos nos casos de abortos cometido acima das 22 semanas, igual a do homicídio simples previsto no artigo 121 do Código Penal. Wallison Bezerra – MaisPB