Lula fecha com Dilma: vai para a Casa Civil

Publicado em quarta-feira, março 16, 2016 · Comentar 


LulaApós muita especulação e ansiedade, o ex-presidente acertou com a presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira 16 sua ida para a Casa Civil. Ele substituirá o ministro Jaques Wagner, que passa a ser chefe de gabinete da presidente.

A ideia é de que Lula fique responsável também pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Antes da decisão, Lula se reuniu na noite desta terça-feira 15 com Dilma por mais de quatro horas no Palácio do Planalto, em Brasília. Nesta manhã, os dois voltaram a conversar em café da manhã no Palácio do Alvorada, com a presença dos ministros Jaques Wagner e Nelson Barbosa, da Fazenda.

Lula define com Dilma uma reforma do primeiro escalão do governo. Há pressão, por exemplo, para a saída do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que foi citado ontem em delação premiada do senador Delcídio Amaral. Outro ministro que pode deixar o cargo é Edinho Silva, da Comunicação Social.

Entre os nomes que Lula gostaria de levar para o governo está o de Celso Amorim para Relações Exteriores. Ciro Gomes também é considerado. Outras mudanças estão na política econômica, onde Lula gostaria de levar Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini.

Havia uma grande pressão dentro do PT e em parcelas do governo para que Lula assumisse um ministério. Isto ganhou mais força após a etapa da operação Lava Jato que realizou uma condução coercitiva do ex-presidente no início deste mês. O pedido de prisão, por parte de três promotores do MP de São Paulo, e a decisão da Justiça de encaminhar o processo para o juiz Sérgio Moro, também influenciaram a decisão.

Na reunião de ontem, Lula teria resistido a aceitar um ministério, dizendo a Dilma que não precisava de foro privilegiado – no comando de um ministério, Lula deixa de ser investigado por Moro e passa a ser alvo do Supremo Tribunal Federal. A oposição anunciou que se Lula aceitasse o ministério, apresentaria ação na Procuradoria Geral da República contra a nomeação, com base na interpretação de que Lula estaria fugindo da Justiça.

No governo, Lula terá a missão de reaglutinar os aliados do governo, sobretudo o PMDB, que, no último final de semana, aprovou uma resolução que estabeleceu prazo de 30 dias para que a sigla decida se continuará ou não na base governista. Atualmente, o PMDB tem sete ministérios na administração federal.

Da Redação
Com Brasil 247

Comentários