domingo, 21 de outubro de 2018
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Indonésio que ficou à deriva já tinha se perdido no mar outras 2 vezes



Publicado em segunda-feira, outubro 1, 2018 · Comentar 

Na semana passada, um jovem indonésio foi resgatado após ter passado 49 dias perdido no mar em uma cabana de pesca flutuante. Mas o jovem, chamado Aldi Novel Adilang, contou à BBC Indonésia que essa não é sua primeira história de sobrevivência.

Ele sobreviveu não só uma vez, não duas vezes, mas três vezes depois de ter passado um tempo à deriva.

Sua última provação foi de longe a mais comprida e notória.

Adilang, de 18 anos, estava na cabana de pesca a 125 km da costa de Sulawesi, em julho, quando ventos fortes romperam as cordas que prendiam a cabana a estacas fixas no leito do mar. A cabana inteira foi lançada ao mar aberto.

Ele foi parar a milhares de quilômetros de distância, perto das ilhas Guam, na Micronésia, onde acabou sendo resgatado por um navio do Panamá 49 dias depois.

O trabalho de Aldi era acender as lâmparinas das cabanas, que são projetadas para atrair peixes.

“A corda se rompeu depois que encostou na cabana do meu amigo”, diz Adilang, da casa de seus pais perto da cidade de Manado, em Sulawesi. “Infelizmente, ele estava dormindo, então não viu que eu fiquei à deriva.”

Nos primeiros dias, ele sobreviveu com seus estoques limitados de comida. Mas isso durou apenas uma semana.

Seu outro desafio era beber água limpa.

A solução? Mergulhar suas roupas no mar e beber água por meio delas, usando-as como uma espécie de filtro. Ele diz que, ao fazer isso, o gosto salgado da água era reduzido.

Pedidos de ajuda não foram ouvidos

Nos 49 dias em que ficou à deriva, cerca de 10 navios passaram por ele. Nenhum deles o viu nem parou.

Sozinho no mar, ele cantava músicas cristãs, lia a Bíblia que mantinha consigo e rezava pedindo para ver seus pais de novo.

Ele diz que se sentiu deprimido e até considerou tirar sua própria vida se afogando. Mas ele continuou rezando para manter-se vivo.

No dia 31 de agosto, ele avistou um navio carregando carvão.

“Eu gritei ‘help, help’ (socorro), era a única coisa que eu sabia dizer”, diz. Ele não sabia que tinha navegado da Indonésia até o território de Guam, que faz parte da Micronésia e fica a milhares de quilômetros da Indonésia.

A tripulação no navio panamenho o resgatou e deu-lhe roupas novas e água para beber.

Ele ainda ficou na embarcação durante uma semana até chegar em seu destino, o Japão. De lá e dois dias depois, voou de volta para a Indonésia e reuniu-se com sua família.

G1 

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