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O boicote da mídia e um ano difícil para Sapé



Publicado em domingo, janeiro 28, 2018 · Comentar 

O boicote da mídia

O dia seguinte a uma das maiores festas já realizadas pela prefeitura de Mari para comemorar o co-padroeiro da cidade, São Sebastião, a maioria da mídia ignorou o evento e nada abordaram em suas pautas. Antes do evento alguns reclamaram do credenciamento, outros questionaram quanto a prefeitura pagaria pela cobertura e outros deram o silêncio como resposta.

O silêncio da maioria desses setores da mídia mostrou o boicote que realizaram para ignorar uma das festas mais tradicionais da cidade, bem como ao governo municipal, mas também mostra como a festa deu certo, porque se algo tivesse ocorrido errado, logo as manchetes teriam sido estampadas de forma negativa. Se por um lado boicotaram o sucesso da festa, por outro atestaram o seu sucesso.

O evento ganhou a dimensão que precisava graças as mídias sociais dos próprios artistas que se apresentaram, a exemplo do Pe. Nilson Nunes, que usou seus canais e até a TV para registrar, além de poucos veículos locais – a exemplo do Expresso que fez parceria com a iniciativa privada para cobrir o evento – e da região vindos de Guarabira e cidades vizinhas.

A atitude desses setores da mídia local sugeri qual relação que eles pretendem ter com a gestão, que por sinal nesse aspecto de mídia foi praticamente zero em se tratando de divulgação da festa.

Um ano difícil para Sapé 

A situação política da cidade de Sapé por si só é bastante difícil, graças a esse cabo de guerra envolvendo o executivo e o legislativo, e em se tratando de ano eleitoral, o “inferno” está pronto.

Passado o carnaval, apertem os cintos, o que poderá se ver na terra de Augusto dos Anjos é uma classe política ainda mais ronhenta, feroz e ousada para tentar conquistar o voto dos eleitores para seus candidatos.

No grupo situacionista a turma parece ser mais pacata, mas na oposição não se pode ter a mesma visão. Atualmente capitaneada pelo vereador Johni Rocha, o grupo é mais destemido, tem explorado a mídia com força para desgastar o governo local, que quase sempre joga na defensiva.

Nessa disputa política não se pode esperar um debate de alto nível, o chute é na canela, como diz o adágio popular, basta observar as últimas alfinetadas trocadas entre parlamentares governistas e oposicionistas.

Um fator importante deve ser observado nas hostes oposicionistas: o ex-prefeito João da Utilar praticamente apagou-se na política sapeense, o seu status de líder está sendo ‘engolido’ pela atuação de seu aliado Rocha, tanto que em qualquer lugar que se ande em Sapé, praticamente não se vê mais falar em João, como outrora. Partindo dessa analise, como se sairá a oposição das urnas em outubro se a força política de João vir a ser alijada? Johni Rocha terá o mesmo capital eleitoral do ex para transferir votos a seus deputados?

No grupo situacionista, pode-se dizer que a campanha será aquele ‘feijão com arroz’ de sempre, já que o prefeito Roberto é um político muito comedido e cauteloso, daí espera-se que 2018 venha a repetir 2014.

Por fim, a preço de hoje não se pode falar exatamente como será o ano eleitoral em Sapé, mas com certeza a população terá um ano difícil e um grande abacaxi a descascar, pode acreditar.

Marcos Sales
Contato com a coluna: @Salles_Marcos
Email: marcosexpresso@live.com

 

 

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