Como já era previsto, golpe vence mais uma e Temer comemora: “tô inteiro”


Como esperado, a Câmara dos Deputados negou o prosseguimento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Foram 251 votos favoráveis a Temer e 233 contrários. Dois deputados se abstiveram e outros 25 se ausentaram.

A vitória do peemedebista, porém, foi mais apertada do que na primeira denúncia barrada pela Câmara – foram 263 votos favoráveis a Temer e 227 contrários.

A segunda denúncia contra Temer, apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusa o presidente de obstrução de Justiça e formação de quadrilha. Com a decisão da Câmara, a denúncia fica suspensa até que Temer conclua seu mandato. A Justiça poderá, no entanto, julgá-lo quando ele deixar de ser presidente, caso considere as acusações consistentes.

O resultado veio dentro do esperado e, embora favorável ao presidente, indica que ele terá dificuldades em reunir o apoio necessário (308 deputados) para aprovar sua ambiciosa proposta de reforma de previdência

Vencida a denúncia, essa será a nova prioridade do Palácio do Planalto, que argumenta que as mudanças nas regras de aposentadoria são imprescindíveis para reverter o rombo bilionário das contas públicas.

No cenário ideal do governo, a reforma será aprovada em novembro na Câmara dos Deputados e até março no Senado, onde precisa do apoio de 49 dos 81 senadores.

Depois disso, a fervura eleitoral tende a inviabilizar qualquer pauta mais sensível, reconhecem políticos da base. Eles admitem também que a reforma só será aprovada se o governo ceder em pontos polêmicos, como a criação de uma idade mínima para aposentadoria, que deseja fixar em 65 anos para homens e mulheres.

De alto do hospital – O presidente Michel Temer deixou, poucos após às 20h desta terça-feira, o Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB). Temer estava acompanhado de assessores, seguranças e da esposa, Marcela Temer. Ela foi a única pessoa fora da equipe do peemedebista a encontra-lo durante a tarde. O presidente saiu do local andando e acenou e fez sinal de positivo para os jornalistas.

— Tô inteiro — afirmou.

Temer passou a tarde desta quarta-feira realizando exames devido à uma obstrução na uretra. Ao mesmo tempo, aliados do governo agiam para conseguir o quórum necessário para iniciar a votação da segunda denúncia pelo plenário da Câmara.

O líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira (PB), esteve na porta do hospital para uma “visita de cortesia” ao presidente. Entretanto, foi impedido de entrar. O parlamentar foi o primeiro aliado do presidente a chegar no local.

— Acho que é excesso de trabalho, muito cansaço. Ele está dando o máximo para fazer o trabalho dele — avaliou o líder do PMDB.

Da Redação 
Com Agência O Globo

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