O aumento no preço do feijão voltou a chamar a atenção dos consumidores em todo o Brasil. Um dos principais alimentos da mesa dos brasileiros registra forte valorização em 2026, reflexo da combinação entre baixa oferta, problemas climáticos e estoques reduzidos.
De acordo com análises do mercado agrícola, a principal pressão ocorre sobre o feijão-carioca, o tipo mais consumido no país. A redução da produção em importantes regiões produtoras, especialmente após perdas provocadas por excesso de chuvas e condições climáticas desfavoráveis, diminuiu a disponibilidade do grão e elevou as cotações.
Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que os preços pagos aos produtores seguem em patamares elevados. Em algumas praças, a saca do feijão-carioca de melhor qualidade é negociada próxima de R$ 400,00.
Segundo a CNA, até maio deste ano o feijão-carioca acumulava alta entre 85% e 90% nas cotações ao produtor. No varejo, o impacto também chegou ao consumidor, com aumento superior a 40% nos preços em relação ao mesmo período do ano anterior. O feijão-preto também registrou valorização, embora em menor intensidade.
Especialistas explicam que o cenário é resultado de uma oferta limitada, estoques abaixo do nível considerado ideal e demanda constante, já que o feijão continua sendo um alimento essencial na dieta dos brasileiros. Mesmo com o avanço da segunda safra em algumas regiões, a recuperação dos preços deve ocorrer apenas de forma gradual, dependendo das condições climáticas e da evolução da produção nos próximos meses.
Para o consumidor, o efeito é sentido diretamente nas gôndolas. Em diversos supermercados, o consumidor já encontra o pacote de 1 kg sendo vendido por valores superiores aos registrados no início do ano, e marcas premium podem custar ainda mais, obrigando muitas famílias a pesquisar preços, trocar de marca ou reduzir o consumo.
Da redação/ Com Portal Giro
Foto: Reprodução/ Portal Giro





