O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou, na terça-feira (7), quatro pessoas por envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues, jovem de 21 anos, arremessada sem corda da Ponte do Esqueleto durante a prática da modalidade rope jump. O caso aconteceu no último dia 13 de junho, Limeira, no interior de São Paulo.
A denúncia agora deverá passar pela análise da Justiça Paulista. Se o pedido for aceito, os denunciados podem responder por homicídio com dolo eventual — quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco do óbito —, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O MP afirma que eles tinham pleno conhecimento do perigo da atividade, mas deixaram de adotar o cuidado necessário para resguardar a segurança de Maria Eduarda.
Três deles eram instrutores da empresa Entre Cordas, companhia contratada pela jovem para realizar o salto. São eles Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.
De acordo com as investigações, o trio atuou diretamente no arremesso da vítima, motivo pelo qual foram autuados em flagrante, tendo suas prisões posteriormente convertidas em preventivas.
A quarta denunciada é Evelyne dos Santos Gonçalves que, além de homicídio, foi indiciada também por fraude processual, já que tentou eliminar a câmera presa ao corpo da jovem na tentativa de obstruir a investigação.
Segundo as apurações, Evelyne gerenciava a logística, captação de clientes e a divulgação comercial da empresa. O órgão também afirma que, por ela estar nessa função, tinha o dever de garantir os “padrões mínimos de segurança” realizado pelos instrutores.
O MPSP também pede pela manutenção da prisão preventiva dos três homens. Em relação à mulher, solicitou pela conversão da prisão temporária em preventiva. Os promotores pediram também que o Judiciário fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Farias procurou a empresa para realizar um salto de rope jump, mas morreu após ser lançada da ponte. No momento do salto, ela não estava presa à corda de proteção.
Testemunhas gravaram o momento do acidente. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando ao perceberem que ela não estava presa ao sistema de segurança.
Após o ocorrido, manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) foram realizadas por pessoas que estavam no local até a chegada de equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). No entanto, Maria Eduarda morreu ainda no local em decorrência de politraumatismo.
A jovem foi velada no dia seguinte ao acidente, no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.
Da redação/ Com CNN
Foto: Reprodução/ CNN





