Embora continue defendendo a aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1, o Palácio do Planalto já trabalha com um cenário considerado cada vez mais provável: a proposta dificilmente será concluída pelo Congresso antes das eleições.
Integrantes da articulação do governo avaliam que o tempo legislativo ficou curto e que a tramitação no Senado representa hoje o principal obstáculo. Ainda assim, o governo continuará tentando avançar com a proposta.
Nos bastidores, a avaliação é que, caso a PEC não seja aprovada até o período eleitoral, o presidente Lula deverá explorar o tema politicamente durante a campanha. A estratégia desenhada prevê o discurso de que o governo encaminhou a proposta, houve avanço na Câmara, mas a conclusão acabou travada no Senado.
Um gesto considerado importante pelo Planalto seria a indicação de um relator para a matéria pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo interlocutores, apenas esse movimento já seria interpretado como um sinal positivo de que o texto continuará tramitando.
Câmara e Senado funcionarão apenas nesta semana e na próxima, antes de entrar em recesso parlamentar. No período eleitoral, as Casas devem funcionar em esquema de “esforço concentrado”, apenas uma semana a cada mês.
A proposta de redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial tornou-se uma das principais bandeiras sociais do governo e mobiliza sindicatos e centrais sindicais. Ao mesmo tempo, enfrenta resistência de setores empresariais, que apontam possíveis impactos sobre os custos das empresas e o mercado de trabalho.
Da redação/ Com R7
Foto: Reprodução/ R7





