Prestes a se tornar o primeiro estrangeiro a dirigir o Brasil em uma Copa do Mundo, Carlo Ancelotti sabe bem da responsabilidade que o cargo na única seleção cinco vezes campeã mundial exige. Mas, como sempre fez ao longo da carreira, mostra-se absolutamente tranquilo quanto a isso.
“A preparação foi muito boa, um ambiente muito bonito, animado. É uma grande oportunidade para todos fazermos algo importante para esse país”, declarou o italiano.
Neymar, o principal jogador entre os convocados, tenta se recuperar de uma lesão muscular na panturrilha direita. Vinicius Jr. e Raphinha, estrelas por Real Madrid e Barcelona, ainda buscam repetir o mesmo destaque com a camisa amarela. Ancelotti, porém, não quer dar um peso extra a eles.
“O jogador mais experiente tem que ter mais responsabilidade, o jovem tem que ter menos pressão. Todos nós temos muita responsabilidade e pressão. E o que devemos fazer? Compartilhar. Ela não pode ser individual, temos que compartilhar a pressão para que diminua um pouco”, discursou o treinador.
Carlo Ancelotti durante entrevista coletiva da Seleção Brasileira Rafael Ribeiro/CBF
“Dizem que nesse momento não temos uma estrela, não temos Pelé, Romário, Ronaldo. É verdade, mas responsabilidade compartilhada é muito bom”.
Na mesma entrevista, Ancelotti também falou de qual o maior desafio do seu trabalho na Seleção Brasileira: arrumar o sistema defensivo para liberar os atacantes.
“Trabalhamos muito defensivamente. Vamos trabalhar muito nisso. Não quero tirar a criatividade dos jogadores da frente. Eles têm muita qualidade, não quero criar confusão. A nível defensivo é uma informação diária até o último jogo dessa Copa. Nosso trabalho está centralizado nisso. Os zagueiros, laterais, volantes, têm um papel muito importante”.
Próximos jogos da Seleção Brasileira:
- Egito (N) – 06/06, 19h (de Brasília) – Amistoso
- Marrocos (N) – 13/06, 19h (de Brasília) – Copa do Mundo
Da redação/ Com Espn
Carlo Ancelotti durante entrevista coletiva da Seleção Brasileira Rafael Ribeiro/CBF





