A corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) ganhou novos contornos e mais intensidade em Sapé e região. O que antes já era uma disputa competitiva, agora se transforma em um embate direto entre três nomes femininos que buscam protagonismo político: Wiviane Paiva, Denise Ribeiro e Cilinha Dias.
A movimentação mais recente, protagonizada por Wiviane, não foi apenas mais uma filiação partidária dentro do calendário político. Sua entrada no PSB, praticamente no apagar das luzes do prazo legal, funcionou como um gatilho que reacendeu debates, reposicionou estratégias e, sobretudo, mexeu com o humor do eleitorado.
Ex-primeira-dama de Sapé e com passagem de oito anos pela Secretaria de Promoção Social, Wiviane chega ao jogo carregando aceitação e, inevitavelmente, rejeições; algo comum a quem já ocupou espaços de poder. Sua pré-candidatura provocou reações imediatas: enquanto parte do público vê na sua trajetória um trunfo, outra parcela questiona seu retorno ao centro da disputa.
Mas o dado mais revelador talvez não esteja apenas nas opiniões, e sim no comportamento do público. Os números frios ajudam a contar essa história: a repercussão registrada pelo ExpressoPB.net e o alcance de 57 mil visualizações no Instagram mostram que há interesse, curiosidade e, principalmente, engajamento. Em tempos de política digitalizada, isso não é detalhe: é termômetro.
O cenário, portanto, deixa de ser apenas uma disputa local para ganhar contornos simbólicos mais amplos. Três mulheres, com trajetórias distintas, disputando o mesmo espaço político em uma região historicamente marcada por lideranças tradicionais, majoritariamente masculinas. Há, nisso, um elemento de renovação, mas também de confronto direto por bases eleitorais semelhantes.
Denise e Cilinha, que já vinham se articulando, agora enfrentam um novo equilíbrio de forças. A chegada de Wiviane não apenas divide atenções, mas pode fragmentar votos, exigir reposicionamentos e forçar narrativas mais assertivas.
O que se desenha para 2026 é uma eleição ainda mais acirrada do que se previa. E, se hoje o embate acontece nas redes sociais, com curtidas, comentários e compartilhamentos, amanhã ele se materializará nas ruas, nos discursos e, por fim, nas urnas.
No fundo, Sapé assiste a mais do que uma disputa por mandato. A cidade presencia a construção de um novo capítulo político, onde visibilidade, estratégia digital e memória administrativa se entrelaçam. E, nesse jogo, não basta apenas estar presente: é preciso saber se posicionar.
Redação/ExpressoPB
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