SIGA-NOS

Brasileiro é sequestrado após tentar comprar canetas emagrecedoras

Caso revela risco crescente de crimes ligados ao comércio ilegal de medicamentos na fronteira

Um suposto negócio vantajoso terminou em momentos de terror para um brasileiro de 27 anos, vítima de sequestro no Paraguai após tentar comprar “canetas emagrecedoras” a preços abaixo do mercado. O caso acende um alerta sobre os perigos do comércio clandestino de medicamentos e a atuação de quadrilhas na região de fronteira.

De acordo com informações publicadas pelo site Metrópoles, em reportagem da jornalista Mirelle Pinheiro, o jovem, natural de Maringá (PR), foi atraído por uma oferta aparentemente vantajosa na cidade de Cidade do Leste.

Abordagem e sequestro

Segundo a polícia paraguaia, a vítima estava acompanhada de duas pessoas quando foi abordada por um homem que oferecia não apenas as canetas, mas também eletrônicos com preços muito abaixo do valor de mercado. Ao se afastar do grupo para negociar, o brasileiro acabou rendido e levado para um cativeiro.

No local, viveu horas de tensão. Durante o sequestro, conseguiu entrar em contato com um amigo e pediu ajuda, afirmando se tratar de uma situação de “vida ou morte”. Os criminosos exigiram dinheiro e chegaram a marcar um ponto de encontro para o pagamento do resgate.

Fuga e reviravolta

A história, no entanto, teve uma reviravolta inesperada. Durante o deslocamento em uma motocicleta com um dos sequestradores, o jovem aproveitou um momento de distração e conseguiu escapar.

Após a fuga, um detalhe tecnológico foi crucial: o celular da vítima havia registrado sua localização durante o período em que esteve em cativeiro. A informação permitiu que a polícia identificasse o imóvel utilizado pelos criminosos.

Três suspeitos, todos paraguaios, foram presos. Os nomes não foram divulgados pelas autoridades.

Alerta sobre mercado ilegal

O caso reforça os riscos envolvendo a compra de medicamentos fora dos canais oficiais — especialmente produtos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, frequentemente associados a tratamentos de diabetes, mas usados de forma irregular para perda de peso.

Autoridades já vêm alertando que esse tipo de comércio clandestino, comum em regiões de fronteira, pode envolver não apenas produtos falsificados ou perigosos à saúde, mas também esquemas criminosos mais amplos, como golpes, extorsões e até sequestros.

Redação/ExpressoPB
Foto Reprodução 

Comentários