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Entre sonho e realidade: Galdino projeta 2030 e descarta expectativa de herdar a cabeça da chapa

Uma entrevista recente do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, ganhou repercussão nos bastidores da política estadual por um motivo simples: ele falou o que pensa e sem maquiagem.

Questionado sobre a possibilidade de ser convidado para compor como vice uma eventual chapa liderada por Lucas Ribeiro, Galdino foi direto ao ponto: não trabalha com a expectativa de virar o “candidato natural” do grupo governista no futuro, mesmo que venha a ocupar a vice.

Na conversa, Adriano fez uma leitura do tabuleiro com nomes e destinos bem definidos. Para ele, caso Lucas assuma o Governo e siga até o fim do ciclo, o caminho do grupo já estaria desenhado:
“Lucas continua governador até o final e vai apoiar o tio Aguinaldo para governador. E o senador do grupo será o… Hugo Motta. Eu acho que é por aí”, disse, apontando uma projeção para 2030 que caiu como bomba nos bastidores.

Ao ser provocado sobre a tese de que ser vice poderia ser o caminho “mais rápido” para realizar o sonho de governar a Paraíba, Adriano rejeitou qualquer ideia de “atalho garantido” dentro do governismo. Ele não descartou a hipótese de ser vice — mas deixou claro que não enxerga, nesse movimento, uma promessa automática de sucessão.

“Eu posso ser vice, posso trabalhar a minha candidatura. Eu só não estou acreditando nessa possibilidade de ser o candidato do governo”, afirmou.

Em outro trecho que chamou atenção, Galdino colocou sua própria personalidade como parte do jogo político — com um recado que mistura franqueza e diagnóstico:
“Às vezes as pessoas não gostam do meu jeito de ser, porque eu sou muito honesto, sou muito transparente… eu digo que eu acredito no que eu penso.”

E arrematou, com o tom de quem separa sonho de acordo político: se um dia chegar ao Governo, não seria por “fila de espera” nem por acomodação de bastidor, mas por construção própria.
“Eu acho que se eu for governador da Paraíba um dia será… graças aos amigos e à minha determinação, minha luta e à minha vontade de contribuir para uma Paraíba melhor e mais justa.”

A entrevista, por si, revela duas camadas importantes do momento político: primeiro, que Adriano não se coloca como peça decorativa, mesmo estando no campo governista; segundo, que ele também não vende ilusão — nem para aliados, nem para adversários.

No fim, Galdino faz o que poucos fazem quando o microfone abre: assume posição, projeta cenário e banca a própria verdade, sem tentar agradar a todos e é exatamente por isso que suas palavras ecoaram tanto.

Redação/Por: Napoleão Soares
Foto Reprodução 

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