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Prefeitura de Curral de Cima vai gastar quase meio milhão de reais R$ 500 mil com horas de trator e revolta agricultores

A Prefeitura de Curral de Cima voltou ao centro de uma grave polêmica ao anunciar que vai gastar quase meio milhão de reais em horas de trator para o serviço de aragem de terras agrícolas. O valor elevado causa indignação entre agricultores e moradores, que questionam a decisão da gestão municipal de pagar a terceiros por um serviço que, segundo eles, era realizado com máquinas próprias do município em gestões anteriores.

Produtores rurais afirmam que viram tratores da Prefeitura arando terras no passado, sem qualquer custo extra aos cofres públicos. Agora, a administração municipal opta por firmar contratos milionários, enquanto pequenos agricultores enfrentam dificuldades e atraso no preparo do solo para o plantio.

“Antes o trator era da Prefeitura. Agora dizem que não tem e vão gastar quase R$ 500 mil pagando empresa de fora”, denuncia um agricultor, que pediu anonimato por medo de represálias.

A situação levanta questionamentos inevitáveis: onde estão os tratores do município? Foram sucateados, vendidos ou abandonados? Se existiam e funcionavam, por que a atual gestão escolheu a alternativa mais cara, comprometendo recursos públicos que poderiam ser investidos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura rural?

O gasto chama ainda mais atenção por ocorrer em um município de pequeno porte, onde meio milhão de reais representa um impacto significativo no orçamento. Para agricultores e lideranças locais, a decisão carece de transparência e reforça a sensação de que o interesse público está sendo deixado de lado.

Moradores cobram que a Prefeitura apresente detalhes do contrato, critérios de contratação, número de horas efetivamente previstas e justificativa técnica para a terceirização do serviço. A ausência de esclarecimentos claros só amplia as suspeitas e a revolta popular.

Diante da repercussão, cresce a pressão para que órgãos de controle e fiscalização acompanhem o caso, garantindo que o gasto seja legal, necessário e vantajoso para o município. Para os agricultores, a pergunta permanece sem resposta: por que gastar quase R$ 500 mil com horas de trator se antes o serviço era feito com máquinas que já pertenciam ao povo?

Da redação/ Com Política News

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