O deputado estadual Wallber Virgolino (PL) revelou, nesta terça-feira (9), ter dúvidas quanto ao andamento das investigações contra policiais e um delegado da polícia civil na Paraíba. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, o parlamentar defendeu a condução das investigações, descartou qualquer pré-julgamento contra os agentes e disse que aguardará para se posicionar sobre o caso da prisão do delegado Braz Morroni e dos policiais civis Everton Rychelyson Aires, “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, durante a Operação Perfídia.
“Eu sou delegado de polícia a mais de 20 anos e fui delegado das maiores delegacias do estado e secretário também, então conheço bem sobre o crime. No primeiro instante eu fiquei perplexo com tudo aquilo com delegados dando entrevista e chamando o próprio delegado de traficante…Depois que eu vi a matéria do Fantástico eu já tenho minhas dúvidas. Não tenho como dizer quem são os culpados ou os inocentes por que não tive acesso ao processo, tenho que esperar o andamento das investigações. Mas estou temerário com o andamento dessas investigações. Se forem culpados, que paguem, mas se houve exageros que os culpados sejam responsabilizados, pois foi exposta toda a polícia civil”, destacou o parlamentar como acompanhou o ClickPB.
O caso ganhou repercussão nacional com episódio veiculado pelo Fantástico da Rede Globo em que mostra os três agentes investigados por suspeita de envolvimento em um esquema que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, incluiria tráfico drogas apreendidas, além de outros crimes. As defesas dos investigados negam as acusações e contestam a condução da investigação.
O parlamentar Walber mantinham proximidade com alguns desses integrantes das forças de segurança, inclusive com fotos publicadas em redes sociais, e com homenagem proposta por Wallber na Assembleia Legislativa da Paraíba a um dos presos, Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Ainda segundo Wallber, como acompanhou o ClickPB, o cenário das investigações exige aguardar o posicionamento das defesas e o avanço das investigações para evitar que injustiças sejam cometidas.
“Operação Perfidus”
As investigações apontam que Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”, atuava de forma estratégica no monitoramento de carregamentos de substâncias ilícitas, interceptações e desvios. A operação que durou mais de um ano, identificou que o investigador utilizava a própria residência para esconder as drogas. Além dele, também foram presos o delegado Braz Morroni, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT) e o agente Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, que era o susposto operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.
Da redação/ Com Click PB
Foto: Reprodução/ Click PB





