O médico intensivista Saul Oliveira e Costa, 43 anos, que estava desaparecido desde essa quinta-feira (14), segundo cartaz publicado pela Polícia Civil, foi encontrado sem vida na noite desta sexta (15) em um motel de Natal.
É mais um triste caso que se conta na área de saúde e reforça o alerta sobre a saúde mental entre profissionais da saúde.
Formado em Medicina pela UFRN, onde estudou entre 2001 e 2006, Saul construiu trajetória voltada à Clínica Médica, Medicina Intensiva (UTI) e Endocrinologia. Realizou residência em Clínica Médica nas Faculdades Integradas Padre Albino, com atuação em terapia intensiva, além de especialização em Endocrinologia no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife (PE).
Além da prática médica, participou de pesquisas e publicações científicas sobre diabetes, tireoide e outras doenças endócrinas, além de estudos em cronobiologia, ainda no período universitário.
A partida precoce do intensivista lança luz sobre um problema frequentemente silencioso dentro dos hospitais: o adoecimento emocional de profissionais submetidos a longas jornadas, pressão extrema e contato diário com sofrimento e perdas. Entidades médicas têm alertado para o crescimento de quadros de ansiedade, depressão e burnout entre trabalhadores da saúde, sobretudo após a pandemia, reforçando a necessidade de acolhimento psicológico e prevenção.
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Redação/BZNotícias
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