O médico ginecologista Marcelo Arantes, preso em Goiânia suspeito de praticar uma série de estupros, alegava “falta de lubrificação” durante exames para abusar das pacientes. Uma das vítimas relatou à TV Globo que percebeu que a conduta do médico “não tinha nada a ver com o procedimento”. “Aí é quando você sente que realmente foi violada, violentada mesmo”, disse outra paciente.
Uma vítima contou que o médico usou o aparelho de ultrassom endovaginal de forma inadequada. “Ele pegou o aparelhinho e passou por fora, coisa que não se faz. E passou a mão na minha perna, começou a me alisar”. Em outra ocasião, ele tentou passar o dedo nos seios da paciente durante o ultrassom do abdômen. Até o momento, 23 vítimas foram identificadas: 10 em Goiânia e 13 em Senador Canedo.
O primeiro registro de crimes sexuais contra o médico ocorreu em 2017. Em 2020, outra vítima procurou a Delegacia da Mulher de Goiânia. No início de março, novas vítimas procuraram a polícia. O Tribunal de Justiça negou inicialmente a prisão preventiva, mas aprovou dias depois. A polícia pede que outras possíveis vítimas se apresentem.
Redação/DCM
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