O silêncio de uma área de mata em João Pessoa foi quebrado por um cenário de horror. Quatro homens, trabalhadores da construção civil e naturais da Bahia, foram encontrados mortos, com sinais claros de execução: mãos amarradas, marcas de tiros e corpos já em avançado estado de decomposição.
O caso, que chocou moradores e autoridades e vem sendo acompanhado pelo ExpressoPB.net, é cercado por mistério, violência e relatos perturbadores.
Gritos na madrugada e pistas de um crime brutal
Segundo informações divulgadas pela coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, moradores da região relataram ter ouvido gritos e até o som insistente de uma buzina durante a madrugada, indícios de que as vítimas podem ter sido mantidas sob tortura antes da execução.
Horas depois, a descoberta: um carro abandonado, sujo e com forte odor, chamou a atenção e levou a Polícia Militar até uma granja no bairro de Brisamar, onde os corpos estavam escondidos em meio à vegetação.
Corpos amarrados e marcas de execução
A cena encontrada pelos policiais reforça a suspeita de execução. Três das vítimas estavam com as mãos amarradas para trás, todas apresentavam marcas de tiros e sinais de violência extrema.
A perícia aponta que os assassinatos ocorreram cerca de dois dias antes da localização dos corpos, o que explica o estado avançado de decomposição, dificultando a identificação inicial.
Quem eram as vítimas
As vítimas foram identificadas como:
- Cleibson Jaques, 31 anos
- Lucas Bispo
- Sidclei Silva, 21 anos
- Gismario Santos, 23 anos
Todos eram trabalhadores da construção civil e haviam se mudado da Bahia para a Paraíba em busca de oportunidades. Eles moravam em uma casa de apoio na cidade de Bayeux, onde desapareceram no início da semana.
O sumiço só foi percebido quando colegas estranharam a ausência no trabalho e encontraram a residência revirada e vazia.
Investigação em andamento
A Polícia Civil da Paraíba trabalha para esclarecer a motivação e identificar os responsáveis pelo crime. Uma das linhas investigativas considera a possibilidade de ação de grupo criminoso, dada a forma como as vítimas foram imobilizadas e executadas.
Imagens de segurança já analisadas mostram suspeitos deixando o local em uma motocicleta após abandonarem os corpos, o que pode ser peça-chave para o avanço das investigações.
O caso segue cercado de perguntas: por que os trabalhadores foram alvo? Houve envolvimento com crime organizado? Ou trata-se de um acerto de contas?
Enquanto as respostas não chegam, o que permanece é a brutalidade de uma madrugada marcada por gritos — e silenciada pela violência.
Redação/ExpressoPB – Informações Metrópoles
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