Uma cena de extrema violência chocou o Distrito Federal e reacendeu o alerta sobre os casos de feminicídio no país. A morte de Bruna Stephanie Freitas Brandão, de 36 anos, assassinada com uma facada no pescoço na frente do próprio filho de apenas 2 anos, expõe mais uma vez o ciclo cruel da violência doméstica que termina em tragédia.
Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, o crime aconteceu na última sexta-feira (03), na região do Riacho Fundo II, em Brasília.
Uma vida marcada pela família e interrompida pela violência
Descrita por pessoas próximas como uma mulher simples e dedicada, Bruna era mãe de três filhos — um jovem de 18 anos, uma criança de 5 e o caçula, que presenciou o assassinato. Nas redes sociais, ela costumava compartilhar mensagens de carinho e orgulho pela família, evidenciando o vínculo afetivo que cultivava com os filhos.
Mas por trás da rotina aparentemente comum, havia um histórico de conflitos. Bruna já havia conseguido uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que acabou não sendo renovada.
Crime aconteceu após discussão
O principal suspeito, o ex-companheiro Elenilton Pereira Bezerra, de 36 anos, viajou de Caldas Novas (GO) até Brasília com a justificativa de visitar o filho. Ao chegar à casa da vítima, encontrou Bruna acompanhada de outro homem, apontado como seu atual namorado.
O encontro terminou em discussão. Em meio ao conflito, o agressor pegou uma faca de cozinha e desferiu um golpe fatal no pescoço da vítima, atingindo a região da jugular.
Mesmo socorrida, Bruna não resistiu aos ferimentos e morreu em uma unidade de pronto atendimento.
Confissão e histórico de ameaças
Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi localizado e preso pela polícia. Em depoimento, confessou o assassinato, embora tenha alegado que “não tinha intenção de matar”.
As investigações também revelam um histórico preocupante: mensagens com ameaças teriam sido enviadas à vítima antes do crime, e o acusado já possuía registros anteriores por violência doméstica.
Agora, ele deve responder por feminicídio e também com base na Lei Maria da Penha.
Um crime que escancara uma realidade persistente
O caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio — quando a mulher é assassinada em razão de sua condição de gênero. Mais do que números, histórias como a de Bruna revelam padrões recorrentes: relacionamentos marcados por controle, ameaças e a não aceitação do fim.
A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos pelo fato de ter sido presenciada por uma criança, vítima indireta de uma violência que ultrapassa gerações.
Redação/ExpressoPB via Coluna Na Mira – Metrópoles
Foto Reprodução: @qapnoticiasoficial





