Dez anos se passaram desde a noite que interrompeu de forma abrupta a trajetória de Wanderley Martins, em um acidente que chocou Mari e reverberou por toda a Paraíba.
Empresário do ramo farmacêutico e secretário de Finanças à época, Wanderley era mais que um nome na estrutura administrativa. Filho do sindicalista José Martins e irmão do ex-prefeito Marcos Martins, construiu uma presença própria na vida pública, marcada pelo diálogo fácil, pela lealdade e pela capacidade de articulação.
Nos bastidores dos governos de seu irmão, era apontado como um dos pilares da gestão. Tinha trânsito entre diferentes grupos e era reconhecido pela forma serena com que conduzia conflitos e aproximava posições — característica cada vez mais rara na política local.
A tragédia ocorreu em 26 de março de 2016, em uma rodovia que liga os municípios de Mari e Sapé. O carro em que ele estava se envolveu em uma colisão com uma motocicleta e outro veículo, capotando após o impacto. Wanderley morreu ainda no local. As circunstâncias do acidente, segundo informações da época, não foram totalmente esclarecidas.
Dez anos depois, a memória permanece viva também na fé da família. Católicos, os Martins se reuniram em um terço em homenagem a Wanderley, em um momento de oração e lembrança que reuniu familiares e pessoas próximas.
A morte encerrou não apenas uma função pública, mas uma rotina de convivência, de decisões e de vínculos que iam além da política.
Uma década depois, a lembrança de Wanderley Martins segue presente em Mari — não apenas pela tragédia que marcou sua partida, mas pela forma como viveu: próximo, acessível e presente.
Redação/Paraíba Dois Ponto 0
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