A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23/3), na capital do Espírito Santo, pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Em seguida, ele tirou a própria vida.
A prefeitura da cidade confirmou as mortes e decretou luto oficial de três dias em memória de Dayse.
“Profissional exemplar, Dayse Barbosa destacou-se também como por sua firme atuação na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo de forma significativa para o enfrentamento à violência e para a construção de uma sociedade mais justa e segura. Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, diz comunicado.
O crime aconteceu por volta das 3h, na casa do casal, no bairro Caratoíra. A mulher foi baleada cinco vezes na cabeça.
De acordo com informações preliminares da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, tudo indica que se trata de um feminicídio. Os celulares dos dois serão encaminhados para análise a fim de esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.
O Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil ficará responsável pela investigação do caso.
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), disse, por meio das redes sociais, que se solidariza com familiares, amigos e com todos os integrantes da Guarda Municipal, “desejando força e conforto diante dessa perda irreparável”.
“Em reconhecimento à sua conduta e relevante contribuição à cidade, a Prefeitura decretou luto oficial de três dias. A memória de Dayse permanecerá viva como inspiração para todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, escreveu.
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Acusado respondia por tentativa de estupro
O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida após assassinar a comandante da guarda municipal de Vitória, Dayse Barbosa, 37 anos, respondia por um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) por tentativa de estupro.
A denúncia havia sido apresentada por uma servidora da corporação em novembro do ano passado. A Corregedoria da PRF no Rio de Janeiro é a responsável pelo procedimento investigativo, pois Diego estava lotado em Campo dos Goytacazes (RJ) desde 2020.
Mesmo com a denúncia no ano passado, o policial continuou nas ruas e manteve o porte de arma. A vítima se afastou da corporação.
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Redação/Metrópoles
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