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“Se acontecer alguma coisa com a minha vida, a única responsável é a Nefron”, denunciou paciente de hemodiálise do HRG

Na sessão ordinária desta quinta-feira (5), a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Guarabira abriu espaço para o uso da Tribuna Livre, quando na oportunidade o senhor Wellington Alves da Silva (foto), paciente crônico renal, usuário do serviço de hemodiálise que funciona no Hospital Regional de Guarabira.

Durante pouco mais de 10 minutos, o paciente, que faz uso do serviço há 10 anos, fez relatos chocantes sobre o tratamento dispensado aos 140 usuários de toda a região que dependem do serviço para sobreviver.

De acordo com o paciente, há risco iminente de perda de vidas em razão de problemas existentes na operação do serviço com a falta de profissionais habilitados para acompanhar os pacientes durante as sessões de hemodiálise.

Em sua fala da tribuna, Wellington, que reside na cidade de Alagoa Grande e faz tratamento em Guarabira, disse que o responsável pelo tratamento da água foi dispensado pela empresa Nefron, que faz mais de 11 anos que é responsável pelo serviço. O paciente afirmou que o tratamento está sendo executado por uma pessoa que não possui curso específico para esse fim e que qualquer impureza que houver na água pode matar todos que estiverem fazendo a sessão.

Da tribuna, Wellington afirmou que foi ameaçado por ter feito denúncia das irregularidades e disse que credita à empresa Nefron qualquer coisa que acontecer à sua vida.

“Fui ameaçado porque denunciei as irregularidades existentes, mas eu não vou me calar. Eu já falei na imprensa, falei para a minha família, se acontecer alguma coisa com a minha vida, a única responsável é a Nefron”, denunciou Wellington.

O paciente relatou que recentemente os pacientes receberam a visita do secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira, que se comprometeu em substituir a empresa que administra o serviço, mas que até o presente não correu e que os mesmos problemas persistem.

Hemodiálise

A hemodiálise é um tratamento vital que substitui a função dos rins em casos de insuficiência renal aguda ou crônica grave, filtrando o sangue para remover toxinas e excesso de líquidos. Geralmente, envolve 3 sessões semanais de 3 a 4 horas em clínicas ou hospitais, utilizando uma máquina e fístula arteriovenosa.

Da redação/ Com Portal 25 Horas 

Foto: Reprodução/ Sofestafm

 

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