A política de Santa Rita atravessa um momento delicado e perigoso. A denúncia feita nesta sexta-feira (27) pelo vereador Clóvis de Loi (MDB) não é apenas mais um capítulo da disputa interna na Câmara Municipal. É um alerta vermelho.
Segundo o parlamentar, em vídeo publicado nas redes sociais, vereadores estariam sendo ameaçados de morte. Não de forma esporádica. Não em episódios isolados. Mas “de manhã, de tarde e de noite”, como ele próprio descreveu. A gravidade da declaração ecoa muito além das paredes da Câmara Municipal de Santa Rita.
E a pergunta que não quer calar é simples e direta: quem está ameaçando os vereadores?
O peso do silêncio
Quando uma denúncia dessa magnitude vem à tona, espera-se reação imediata. Espera-se investigação. Espera-se posicionamento firme da presidência da Casa. Mas o que se viu, segundo o relato do vereador, foi omissão.
O silêncio institucional, nesse contexto, é ensurdecedor.
Se as ameaças são reais, e devem ser tratadas como tal até prova em contrário, estamos diante de um ataque direto ao Poder Legislativo municipal. Não é apenas contra indivíduos.
Política sob tensão
Não é estranho ao povo de Santa Rita esse ambiente político polarizado. Vem sendo assim desde o início do governo de Reginaldo Pereira e portanto, o próprio vereador Clovis precisa dar nome aos bois.
A denúncia adiciona um novo elemento a essa polarização: o medo. E medo não combina com mandato popular. Vereadores eleitos para representar o povo não podem exercer sua função sob ameaça.
A pergunta que exige resposta
A acusação é grave. Gravíssima. Mas ela também é incompleta.
Quem ameaça? São adversários políticos? Grupos organizados? Interesses contrariados? Pressões externas? Conflitos internos?
Sem nomes, sem registros formais tornados públicos, sem investigação anunciada, a denúncia corre o risco de se transformar em mais um capítulo nebuloso da crise política local, gerando especulação, mas não solução.
E em política, especulação é combustível para instabilidade.
Se há ameaças, a presidência da Câmara precisa agir. A Polícia Civil precisa ser acionada. O Ministério Público precisa acompanhar. A sociedade precisa ser informada. Não se trata de espetáculo. Trata-se de segurança institucional.
O que está em jogo
Não é apenas a integridade física de parlamentares. Não é apenas a continuidade das sessões. Não é apenas a liberação de recursos. É a confiança da população nas instituições.
Santa Rita precisa de respostas. Precisa de transparência. Precisa de liderança.
A pergunta permanece aberta e urgente:
Quem está ameaçando os vereadores de Santa Rita?
Redação/ExpressoPB
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