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ANÁLISE | Sapé 2026: Roberto Feliciano vai reagir ou deixar o jogo para o Major? O futuro da oposição está em aberto

A política é movimento. E, em Sapé, um dos principais colégios eleitorais da Paraíba, o tabuleiro começa a ser reorganizado para 2026. A pergunta que ecoa nas rodas de conversa, nas barbearias e na feira livre é direta: como o ex-prefeito Roberto Feliciano e seu grupo vão se posicionar?

Mais que isso: o ex-gestor jogou a toalha ou prepara uma reação silenciosa?

A derrota de 2024 e o peso da desunião

Antes mesmo do pleito de 2024, já se desenhava um cenário previsível. A oposição fragmentada pavimentou o caminho para a reeleição do prefeito Major Sidnei. O resultado foi contundente: Roberto Feliciano obteve cerca de 5 mil votos, enquanto o Major ultrapassou a marca dos 22 mil, consolidando uma vitória esmagadora.

A matemática eleitoral foi dura. Mas a política não é estática.

Quem hoje ostenta força pode, amanhã, enfrentar desgaste. E é justamente essa dinâmica que começa a mudar o ambiente político de Sapé.

O desgaste que se espalha nas ruas

Se há um termômetro confiável da política local, ele está fora dos gabinetes. Está nas conversas informais, nas reclamações cotidianas, na percepção popular. E a avaliação atual do governo não é a mesma de um ano atrás.

O desgaste da gestão do Major e de seu núcleo político já não é assunto restrito à oposição. Tornou-se pauta espontânea. Em política, isso é sinal de alerta.

E onde há desgaste, há espaço.

O único nome capaz de polarizar?

Hoje, analisando friamente o cenário, não há outro nome com densidade eleitoral suficiente para polarizar com o atual grupo governista além de Roberto Feliciano.

Seu capital político não é pequeno. Pelo contrário. O ex-prefeito carrega um espólio administrativo que ainda é lembrado em bairros e distritos. UBSs, creches, escolas, pavimentações… sua marca está espalhada pelo município.

É um portfólio que não constrange. Ao contrário, serve de argumento político.

Críticos apontam que seu maior erro foi subestimar a importância simbólica e cultural do São João, um evento que mobiliza identidade e sentimento popular. Mas erro estratégico não significa sentença definitiva.

Reinvenção ou silêncio?

A grande questão é menos sobre passado e mais sobre estratégia. Roberto precisa decidir se permanecerá como espectador ou se assumirá novamente o protagonismo.

Para isso, será necessário algo que faltou em 2024: unidade.
Unir oposicionistas, reorganizar discurso, atualizar narrativa e reconectar-se com os anseios da população.

Não existe espaço vazio na política. Se a oposição não ocupar o terreno do descontentamento, alguém ocupará.

2028 ainda está longe, mas começa agora

A eleição de 2026 pode reservar surpresas. O prefeito pode enfrentar dificuldades ao transferir votos para sua esposa que é candidata a deputada estadual. Para 28 pode ser ainda pior para qualquer nome que indique para sucedê-lo. E, se a oposição conseguir organização e coesão, o jogo pode ficar mais equilibrado do que muitos imaginam.

A pergunta permanece no ar: Roberto Feliciano vai reagir?

Em Sapé, ninguém está morto politicamente antes da hora. Mas também ninguém sobrevive apenas de memória.

2028 começa hoje.

Redação/ExpressoPB
Foto Reprodução

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