A política de Bayeux volta a girar em torno de um nome que muitos julgavam fora do jogo. Afinal, Luciene Fofinha é uma “massa falida” da política local ou está, silenciosamente, construindo um novo ciclo de protagonismo? A pergunta tem ecoado entre analistas, lideranças e bastidores, especialmente após os recentes movimentos da ex-prefeita nas redes sociais e nas ruas da cidade.
Desde que encerrou seu mandato, em dezembro de 2024, Luciene passou por um período de relativo afastamento do centro do debate político. No entanto, o que parecia ser um recolhimento estratégico começa a dar lugar a uma agenda intensa de visitas, encontros com populares e aproximação com lideranças comunitárias e políticas. O roteiro é conhecido: presença constante, discurso afável e a tentativa clara de reconectar-se com sua base eleitoral.
O estopim para esse retorno mais incisivo, segundo registros da imprensa e comentários de bastidores, teria sido o desgaste na relação com o casal Leitão, a prefeita e o deputado Felipe Leitão. A insatisfação de Luciene ganhou corpo após a frustração com a não inclusão de seu filho em um espaço na gestão da capital, por indicação política. O episódio expôs fissuras em uma aliança que, até então, parecia consolidada, e reposicionou a ex-prefeita no tabuleiro político regional.
Nesse novo cenário, rumores ganham força: a família Fofinho estaria disposta a lançar um nome para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. A estratégia indicaria não apenas sobrevivência política, mas ambição de ampliar influência para além dos limites de Bayeux. A grande incógnita, contudo, permanece: qual é, de fato, o tamanho eleitoral de Luciene hoje?
Há quem aposte no desgaste natural de uma liderança que já esteve no poder e acumulou críticas ao longo da gestão. Para esses, o ativismo recente seria mais barulho do que força real. Por outro lado, não se pode subestimar a memória afetiva do eleitor, a capilaridade construída nos bairros e a habilidade de Luciene em manter seu nome vivo no debate público, mesmo fora de cargos institucionais.
O fato é que, falida ou em ascensão, Luciene Fofinha voltou ao radar. E, em política, visibilidade é poder. Resta saber se essa movimentação resultará em capital eleitoral concreto ou se ficará restrita ao campo da especulação. Bayeux, mais uma vez, assiste ao possível retorno de uma personagem que se recusa a sair de cena, e cujo próximo passo pode redefinir alianças e disputas no tabuleiro paraibano.

Redação/Por Josinaldo Costa – Editor ExpressoPB
Foto Reprodução





