Um dos advogados do cantor João Lima, Moura Júnior, criticou na tarde desta segunda-feira (26) parte da imprensa pela cobertura do caso em que o artista é acusado de agredir a esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. Segundo ele, o tratamento midiático foi “tendencioso” e, em alguns casos, estaria explorando comercialmente o episódio.
A chegada de João à delegacia foi feita de forma discreta. O cantor entrou por uma entrada lateral do prédio, evitando ser registrado por câmeras. A estratégia envolveu também o pai dele, o deputado suplente Cicinho Lima, que chegou a falar com a imprensa na parte da frente do local, enquanto o filho acessava o prédio pelos fundos, acompanhado pelos advogados.
“A defesa fez o papel que tinha de fazer nesse momento. João Lima cumpriu com o dever de qualquer cidadão. É de respeitar a ordem judicial. Se apresentou, exerceu a sua cidadania e agora, no palco próprio, sem exposição, sem maiores pirotecnias, respeitando a intimidade de quem se julga vítima e dele, que permanece sujeito de direitos, vai se defender”, afirmou Moura Júnior.
O advogado também destacou que o mandado de prisão foi expedido apenas no domingo e que, desde então, o cantor vinha montando sua equipe jurídica. A defesa de João Lima é composta por cinco advogados.
“Porque ele só se apresentou agora? Porque o mandado de prisão saiu ontem. Ele estava entendendo o que estava acontecendo, constituindo a defesa, formando sua bancada, que é direito de toda pessoa”, explicou.
Durante a entrevista, Moura Júnior também afirmou que parte da imprensa estaria tratando o caso de forma sensacionalista e exploratória.
“Infelizmente, se pega uma pessoa como se tivesse cometido um erro capital que merecesse pena de morte. Parte da mídia é tendenciosa. Respeito a imprensa, mas há veículos se anunciando, inclusive, casa de apostas, em cima de um caso muito triste como esse”, declarou.
A defesa ainda avalia se irá recorrer da decisão que decretou a prisão preventiva do cantor. Moura Júnior afirmou que o acesso completo aos autos ainda está em andamento e que eventuais medidas jurídicas serão discutidas após análise detalhada.
Redação/Maurílio Junior
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