A Justiça da Paraíba autorizou a exumação dos restos mortais de José Pereira da Silva, de 74 anos, após a confirmação de que o corpo do idoso foi trocado durante o processo de liberação para velório.
José foi sepultado no Cemitério de Cruz das Armas, em João Pessoa, mas, segundo a família, acabou enterrado no lugar de outro homem, identificado como Valdeci Batista.
A decisão judicial também autoriza o translado dos restos mortais para o local indicado pela família. Após a exumação, o corpo será devolvido à Justiça e, em seguida, liberado para que a família realize um novo velório e sepultamento, no cemitério de sua escolha.
O pedido foi feito pelo advogado da família de José Pereira, após a denúncia de que houve a troca dos corpos. A Justiça acolheu a solicitação e liberou oficialmente a exumação, conforme apurou o Notícia Paraíba.
José Pereira morreu após um procedimento cardíaco no Hospital Metropolitano, em Santa Rita. Antes da liberação do corpo, a filha, Jennifer Pereira, e uma prima realizaram o reconhecimento ainda na unidade hospitalar.
No entanto, ao chegarem ao local do velório, os familiares perceberam que o corpo no caixão não era o de José. A família então entrou em contato com parentes de Valdeci Batista, que informaram que o corpo já havia sido enterrado horas antes.
Diante da situação, familiares procuraram a Central de Polícia para formalizar a denúncia e pedir a investigação do caso. Segundo Jennifer, o contato com as funerárias não trouxe esclarecimentos até o momento.
Em nota, o Hospital Metropolitano confirmou o óbito de José Pereira na unidade e afirmou que o corpo foi liberado de forma regular para a funerária indicada pela família. O hospital informou ainda que, após o retorno dos familiares à unidade, realizou verificações internas e confirmou que o corpo havia sido corretamente reconhecido no momento da liberação.
A unidade reforçou que todos os procedimentos seguiram os protocolos técnicos e legais e afirmou permanecer à disposição da família.
O caso segue sob investigação para esclarecer como e onde ocorreu a troca dos corpos, além de apurar eventuais responsabilidades.
Redação/Noticia Paraíba
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