Os Estados Unidos iniciaram uma operação para apreender um petroleiro ligado à Venezuela, nesta quarta-feira (7), após rastreá-lo pelo Atlântico, segundo uma fonte com conhecimento da operação informou à CNN. A apreensão pode aumentar as tensões com a Rússia.
Originalmente chamado de Bella 1, o petroleiro reivindicado por Moscou, foi sancionado pelos EUA em 2024 por operar em uma “frota paralela” de navios-tanque que transportavam petróleo ilícito.
A Guarda Costeira dos EUA tentou apreender o navio no mês passado, quando ele estava próximo à Venezuela, mas as forças americanas não conseguiram embarcar depois que o navio deu meia-volta e fugiu.
Os EUA continuaram a perseguir o navio enquanto ele seguia para nordeste, e aeronaves de vigilância P-8 americanas foram destacadas da base aérea da RAF na Inglaterra, para monitorar o petroleiro durante dias, enquanto ele seguia para o norte e passava pela costa do Reino Unido, segundo dados de voo de código aberto.
A embarcação foi identificada navegando entre a Islândia e a região da Grã-Bretanha.
Em determinado momento durante a perseguição, a tripulação do petroleiro pintou uma bandeira russa em seu casco e alegou estar navegando sob proteção de Moscou.
Pouco depois, a embarcação apareceu no registro oficial de navios russos com um novo nome: Marinera. A Rússia apresentou um pedido diplomático formal no mês passado exigindo que os EUA interrompessem a perseguição ao navio.
No mês passado, Moscou pediu aos Estados Unidos que parassem com a perseguição a um petroleiro que seguia para a Venezuela.
Ao alegar status russo, as questões legais da apreensão do petroleiro podem se tornar mais complexas, mas duas fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o governo Trump não reconheceu esse status e considera a embarcação apátrida.
Os EUA reposicionaram recursos militares no Reino Unido antes da apreensão do petroleiro, incluindo diversas aeronaves.
Da redação/ Com CNN Brasil





