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ANÁLISE | Com série de crises no governo Lucinha em Marí, falta articulação política

A gestão da prefeita Lucinha enfrenta dias turbulentos. Embora mantenha uma relação próxima com a população, a falta de uma articulação política eficiente tem colocado sua administração em xeque. Sem um interlocutor eficaz junto ao legislativo, sindicatos e demais instituições, o governo parece navegar sem um rumo claro nesse aspecto crucial.

A ausência de uma figura hábil para intermediar negociações e fortalecer alianças torna Lucinha vulnerável. Seu chefe de gabinete, por mais competente que seja, não demonstra o perfil necessário para lidar com os desafios políticos que a administração enfrenta. É um competente técnico que tem resolutividade prática, mas para o trato político carece de mais diálogo e interlocução permanente.

O cenário lembra a situação do governo Lula, que, diante das dificuldades para dialogar com o Congresso, precisou recorrer à deputada Gleisi Hoffmann para assumir o papel de articuladora. Se até o presidente da República precisou ajustar suas peças no tabuleiro político, Lucinha também deve agir com urgência.

A crise na saúde municipal já bate à porta e pode ser o estopim para um desgaste ainda maior. Sem um comando firme na articulação política, a prefeita corre o risco de ver sua base enfraquecer e sua gestão perder força.

Se até o Lula teve que mexer as peças do jogo, Lucinha precisa agir rápido diante de sucessivas crises, inclusive uma está a bater em sua porta: a dos servidores da saúde.

Redação/ExpressoPB
Foto Reprodução 

 

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