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‘Chutaram os pés dele e ele perguntava o que tinha feito’, diz sobrinho de homem morto em SE



Publicado em sexta-feira, maio 27, 2022 · Comentar 

A causa da morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, foi insuficiência respiratória aguda provocada por asfixia mecânica, segundo o atestado de óbito. Ele foi abordado em blitz da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Umbaúba (SE), e colocado à força dentro do porta-malas da viatura onde um gás foi jogado. As informações são da Record TV.

Wallyson de Jesus é sobrinho da vítima e testemunhou toda a ação na BR-101, na tarde de quarta-feira (25). Ele conta que, desde o início, o tio colocou as mãos na cabeça e revelou aos policiais que tinha problemas mentais.

“Começaram a chutar os pés dele e ele perguntando o que tinha feito, o que tinha de errado para estar merecendo aquilo”, lembrou o sobrinho.

O homem foi imobilizado, algemado e os policiais pediram reforço. A ação truculenta foi registrada por testemunhas, e os vídeos repercutiram nas redes sociais. São cinco policiais envolvidos na ocorrência, mas são dois que seguram o porta-malas fechado com Genivaldo dentro, em uma espécie de câmara de gás.

“Pegaram a granada, jogaram por baixo do porta-malas e explodiu a granada lá dentro. Os populares ao redor, ninguém aguentou com aquilo ali e saiu todo mundo de perto. Quando ele desmaiou, jogaram os pés dele para dentro e fecharam a porta da mala com ele lá dentro”, revelou Wallyson de Jesus.

A gravação mostra o momento exato em que um dos policiais segura a tampa do porta-malas da viatura da PRF, e o outro joga, dentro do espaço fechado, um tipo de gás. Há uma fumaça branca, não identificada, saindo do veículo. Após algum tempo, quando os agentes abriram a porta, o homem já estava desacordado.

 

No vídeo, é possível ouvir os gritos do homem dentro da viatura.

Segundo familiaries, Genivaldo tinha esquizofrenia há 20 anos e estava afastado do trabalho, mas fazia tratamento com remédios controlados.

A vítima chegou desacordada na delegacia, passou mal, segundo a polícia, e morreu a caminho do hospital.

Genivaldo deixa esposa e um filho.

PRF

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou que as técnicas que foram utilizadas são de imobilização, e os materiais têm potencial inofensivo.

A Polícia Rodoviária Federal em Sergipe lamentou o ocorrido e informou que foi aberto um procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. Os agentes foram afastados da função.

Também em nota, a Polícia Federal informou que instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Genivaldo e que “diligências foram iniciadas para esclarecer o ocorrido o mais breve possível”.

Da Redação 
Com R7
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