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80% do PSDB estão com ele ou comigo, diz Jereissati ao apoiar Leite



Publicado em terça-feira, setembro 28, 2021 · Comentar 

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) oficializou hoje a retirada do seu nome nas disputas das prévias do PSDB à presidência da República para apoiar o governador Eduardo Leite (PSDB-RS) e declarou que, juntos, os dois têm “80% das executivas estaduais”.

Já era esperado que Jereissati se retirasse do pleito interno, a ser disputado em 21 de novembro. Com isso, além do gaúcho, seguem na corrida o governador João Doria (PSDB-SP) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB-AM), embora a disputa deva ficar entre o Rio Grande do Sul e São Paulo.

Jereissati, principal cacique do PSDB fora de São Paulo, já havia indicado que a concorrência interna ficaria entre dois nomes e esperava-se que ele apoiasse Leite. A avaliação dentro do PSDB é que uma disputa muito fragmentada poderia fragilizar o partido no futuro.

Conversando com o Eduardo, começamos a viver uma coisa muito clara: 80% das executiva estaduais do PSDB ou estavam com Eduardo ou estavam comigo. Eu olhava para esse cara: ele pensa igual a mim, temos afinidade com postura ética, democracia, acreditamos economia liberal.Tasso Jereissati (PSDB-CE), senador

“Chegamos à conclusão: um do nós tem de abrir mão porque, para o partido e para o país, porque vai ser parecido. Eu vi no Eduardo um dinamismo, uma juventude e uma força de vontade que, depois dos 70, a gente procura ter, mas não tem mais”, completou o senador, explicando sua decisão.

O anúncio foi feito na tarde de hoje em um evento do PSDB em Brasília, transmitido pelas redes sociais de apoio ao gaúcho. Além dos dois, estavam presentes ainda, por vídeo, os senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Rodrigo Cunha (PSDB-AL), o presidente do PSDB, Bruno Araújo, e o senador José Aníbal (PSDB-SP), que coordena as prévias.

Como argumento, o cearense deixou ainda bem claro que vê em Leite uma questão pragmática – ponto importante internamente. “É um consenso de 80%, o que está acontecendo”, declarou o senador.

Para mostrar força, declarou ainda que deverá voar amanhã com Leite para São Paulo para se reunir com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou apoio a Doria em agosto. “Eu tenho certeza de que ele torce por nós”, afirmou Jereissati.

Ex-presidente nacional do partido, a desistência de Tasso movimenta o xadrez tucano. Valério afirmou que, agora, deverá apoiar o conterrâneo Virgílio e, caso este também retire seu nome, como é esperado, apoiará Leite. “O PSDB paulista na guerra fiscal [durante a pandemia] prejudicou muito o Amazonas”, afirmou o senador.

Disputa deverá ser acirrada

A menos de dois meses da votação, em 21 de novembro, os dois governadores estão em franca campanha, dedicando finais de semana para viajar o país e, indiretamente, eventos oficiais, para promover seus feitos.

No último sábado, Leite esteve em São José dos Campos, no interior paulista, para falar com apoiadores. O paulista, por sua vez, foi ao Tocantins receber o apoio da prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB).

Doria tem apoio de toda a bancada tucana de São Paulo na Câmara Federal, a maior da sigla, e na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), além do Diretório Municipal da capital, mas não é consenso no PSDB paulista, com resistência entre muitos tucanos da velha guarda, próximos ou não do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), de saída do partido.

Leite, por sua vez, também tem as bancadas gaúchas, com apoio do PSDB de Minas Gerais, segundo maior número de filiados do países, e de lideranças de fora de São Paulo.

Entre os tucanos que não estão diretamente envolvidos com alguma das campanhas, a aposta é que a disputa será acirrada. O que os dois precisam mostrar, avaliam lideranças, é quem consegue reunir mais apoio externo na formação de uma segunda via.

O fantasma da disputa de 2018, quando Alckmin amargou um quarto lugar com apenas 4,7% dos votos, segue rondando o partido.

A proposta, agora, é que o candidato tucano consiga reunir pessoas entre a sonhada terceira via e fure a bolha com uma chapa possível de ultrapassar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no primeiro turno e derrote o ex-presidente Lula (PT) no segundo.

Da redação/ Com UOL

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