sábado, 15 de maio de 2021
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E se eu fosse você? – Por Marcos Sales para o ExpressoPB.net



Publicado em terça-feira, maio 4, 2021 · Comentar 

Acostumado a escrever sobre política neste site e afastado desde a eleição de uma coluna permanente que assinava aqui mesmo, certamente o leitor deve está estranhando um artigo assinado por mim e título desse, que escrevo de forma colaborativa a pedido de seu editor geral.

Hoje não vou escrever sobre o que seria óbvio para os que já estavam acostumados a ler-me! Vou apontar meu olhar sobre as relações humanas e suas nuances.

O título que abre estes escritos é bem sugestivo e nos leva a lembrar do filme de sucesso protagonizado pelos atores globais Tony Ramos e Gloria Pires. Mas não quero me debruçar sobre ele – o filme. Aquilo é ficção, desejo mesmo é falar de vida real. De gente como a gente que vive na pele as dificuldades de um relacionamento, muitas vezes, abusivo, porque mesmo não sendo o outro, comporta-se como se o quisesse ser.

Quando me refiro a relacionamento não estou direcionando necessariamente a relação conjugal, mas de relações humanas, sociais, interpessoais. O quanto é difícil conviver com pessoas, compreendê-las… Nesse jogo de relações “com outro” – ninguém jamais será capaz de viver completamente só –  nunca nos fazemos a “perguntinha mágica” que abre este texto.

Não sou psicólogo, mas confesso que tenho me dedicado, autodidaticamente, a tentar compreender essas conturbadas relações. Ninguém está livre do conflito, seja de ideias, pensamentos, posicionamentos… mas acredito que com esforço e controle de si mesmo se torna possível viver minimamente “bem” entre os seres diferentes.

Na ficção do filme, conforme falei no início, a troca de personalidade do casal foi o segredo para que um compreendesse as limitações do outro. Na vida real não temos esse privilégio de trocar os papeis, portanto, só o RESPEITO à maneira de agir e pensar do outro será capaz de segurar uma relação interpessoal por longo tempo.

Não há relação minimamente feliz quando um não respeita a maneira do outro ser, quando um não identifica o seu limite de interferir nas vontades, decisões e comportamento do outro.

Se eu fosse você… ! MAS eu não sou você, nossos DNAS são únicos e intrasferíveis e portanto diferentes em toda a sua essência.  É por não compreendermos e na maioria das situações, se quer procurar compreender essa premissa que as relações conjugais, sociais e humanas chegam ao fim. E o pior, por mais que tentemos encontrar a pareia perfeita, a amizade certa e os parceiros idênticos nunca os encontraremos. E a razão para vivermos nesse desencontro está na nossa indisposição em abandonar o nosso próprio “ego” para dividi-lo empaticamente com quem a gente se relaciona.

As minhas experiências de vida me fazem ter a noção de que as relações humanas, em todas as suas ‘modalidades’ (conjugal, social…) tendem a não dar certo porque ninguém está disposto a se doar sem cobrar, oferecer sem esperar recompensa.

É urgente a necessidade de  repensarmos como estamos construindo e tratando nossas relações humanas e interpessoais, a maneira como estamos nos relacionando com os outros pode nos levar a dois caminhos: a felicidade real ou ao inferno em vida! A escolha é de cada um. Falei!

Por Marcos Sales 
Para o ExpressoPB.net 

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