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Na contramão: Vereadora de Mari ignora aumento de casos da Covid e pede abertura de templos religiosos



Publicado em quinta-feira, março 4, 2021 · Comentar 

Na contramão do que orienta as autoridades sanitárias quanto aos cuidados com aglomerações, a vereadora da cidade de Mari, Vânia de Zu, apresentou um requerimento na Câmara Municipal pedindo a reabertura das instituições religiosas após a vigência do decreto estadual  quando foram intensificadas as medidas restritivas voltadas à contenção da curva de disseminação do coronavírus,  na sessão da última terça-feira (03), conforme publicou matéria o Portal Umari, nesta quinta-feira (04).

O requerimento de Vânia de Zú apresentado em Mari não difere muito de projetos com mesmo teor apresentado na Câmara Municipal da Capital, com uma diferença, em Mari a nobre vereadora fez representar apenas as entidades religiosas evangélicas.

Ambas as casas legislativas estão desconsiderando o aumento veloz dos casos de coronavírus no mundo, especificamente no Brasil, com notícias diárias de mortes de pessoas anônimas, como também de personalidades contaminadas pelo vírus.

Em João Pessoa, por exemplo, nesta quinta feira (04) faleceu o professor universitário e então Secretário de Educação na gestão de Luciano Cartaxo, Luiz Junior. Horas mais tarde a irmã do ex-vereador Watteau Rodrigues faleceu, menos de 24h da morte da mãe ocorrido ontem (03).

Em Mari, cidade da vereadora Vânia de Zú,  a cerca de 15 dias a Professora Estefânia Silva de Souza, perdeu a vida para a Covid-19, mesmo assim a sua morte não é capaz de sensibilizar parte dos pastores que tem pressionado para abrir os cultos evangélicos.

A Covid-19 não escolhe vítimas, nem religião, até parlamentares são ‘fisgados’ pelo vírus. Na cidade de Texeira a vereadora Iranilda Lira Martins (Avante), mais conhecida como Nilda Lira, de 47 anos, morreu na tarde de ontem (03) em consequência da Covid-19. Ela estava internada desde o domingo, 28 de fevereiro no Complexo Regional Hospitalar de Patos.

O marido de Nilda  havia falecido quatro dias antes dela, também vítima da Covid-19.

O jornalista e blogueiro Anderson Soares que é evangélico, fez sérias críticas a posição de alguns vereadores da CMJP, por discordar do projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (4).

Para Anderson, nesse momento, é preciso cada um dar sua cota de contribuição em nome de um bem maior. Ele refutou a tese de perseguição religiosa. “O decreto estadual, em nenhum momento, viola o direito ao culto. As celebrações religiosas estão permitidas, de forma remota. O que não pode é a aglomeração”, explicou.

Veja o comentário na íntegra: 

 

Da Redação 
Do ExpressoPB

 

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