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43% das cuidadoras de crianças com microcefalia estão sobrecarregadas



Publicado em quarta-feira, novembro 11, 2020 · Comentar 

Uma pesquisa do Programa de Pós-graduação em Modelos de Decisão e Saúde da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) identificou que 43,4% das cuidadoras de crianças com diagnóstico de microcefalia na Paraíba apresentam sobrecarga de moderada a severa. O estudo foi tema da tese defendida, no último mês de outubro, pelo fisioterapeuta Newton Pereira.

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Segundo dados do Ministério da Saúde, atualmente, na Paraíba há 1.208 casos suspeitos de crianças com esta condição e cada uma delas possui ao menos um cuidador, na maioria das vezes, as mães.

O objetivo da pesquisa foi conhecer o nível de sobrecarga relacionado ao cuidado de crianças nessa condição, questão que engloba diversas dimensões que comprometem a saúde de quem oferta o cuidado (cuidador).

“As consequências relacionadas a esta sobrecarga podem se manifestar através de alterações emocionais demonstradas por sentimentos de angústia, frustração, tensão, ou de acometimentos físicos e de instabilidade financeira, refletindo em uma mudança do contexto familiar que deve ser considerada pelos órgãos governamentais”, observa o autor do estudo.

O estudo considerou uma amostra de 106 cuidadoras que frequentavam os serviços de saúde dos municípios de João Pessoa e de Campina Grande, no Agreste paraibano, além de cuidadoras dos 13 municípios integrantes do projeto Caravana do Coração, a exemplo das cidades de Monteiro, Princesa Isabel, Itaporanga e Cajazeiras. As participantes eram, em sua maioria, agricultoras ou donas de casa.

A partir do registro da percepção dessas cuidadoras, Newton Pereira explica que foi elaborado um modelo de suporte à decisão para avaliar esse nível de sobrecarga em cuidadores de crianças com microcefalia, contribuindo, assim, para o enfrentamento do problema na Paraíba.

“Existe um problema de saúde pública caracterizado por um cenário de cuidadoras de crianças com deficiências múltiplas que sentem sobrecarga relacionada ao cuidado. Reconhecer este cenário e elaborar ferramentas para auxiliar os gestores e profissionais da saúde é fundamental para resolução deste tipo de problema, através da elaboração de políticas públicas para esta população”, destaca o fisioterapeuta.

Da redação/ Com Portal Correio

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