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‘O negócio é ir para a rua”, diz Elza Soares após gritos contra Bolsonaro no Carnaval do Recife



Publicado em domingo, fevereiro 23, 2020 · Comentar 

No segundo dia oficial do Carnaval do Recife, neste sábado (22), Elza Soares deu um recado político aos foliões que entoaram gritos contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Após um ‘Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*’, Elza alertou: “não adianta mandar o cara tomar aqui, tomar ali gente. O negócio é ir para a rua. É bobagem, a gente não tem que mandar nada, tem que ir para a rua, é na rua que a gente faz a reviravolta, nas ruas”, afirmou a cantora.

Mais de 90 atrações se apresentam em cinco polos centralizados da capital pernambucana. Gaby Amarantos, Elza Soares, Michelle Melo, Maestro Spok, Geraldo Azevedo, Nena Queiroga e Orquestra 100% Mulher são alguns destaques deste sábado (22).

NÃO É NÃO

Ao falar sobre a noite das mulheres no Marco Zero, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), disse que assédio é algo que precisa ser combatido. “É Uma noite muito importante que trata de um tema sério. Violência, assédio não é tema engraçado e precisa ser combatido. Fazemos campanha ‘Não é Não’, respeite o limite do outro, faça com consentimento, nada forçado”, afirmou o gestor.

Na mesma linha de Geraldo, a Rainha do Brega, Michelle Mello, cobrou respeito às mulheres. “Se eu uso roupa curta e gosto de rebolar, se eu abuso do decote, é porque eu quero mostrar. O meu corpo é meu e eu mando, ninguém mete a colher. Eu só preciso de respeito para ser o que eu quiser”, disse Michelle antes de iniciar o clássico do brega ‘Baby Doll’, em ritmo de frevo.

Nessa semana, a cantora Gretchen apresentou a música “Lança tua braba, mulher”, versão ‘Conga la Conga’ do Pequeno Manual Prático de Como Não Ser um Babaca no Carnaval, da Prefeitura do Recife. O lançamento aconteceu durante o bloco “Nem com uma flor”, que falou sobre o fim da violência contra a mulher e do assédio no Carnaval.

O Pequeno Manual Prático de Como Não Ser um Babaca no Carnaval tem o propósito de combater o machismo, reforçando que o consentimento é “a medida da diversão”. Situações como beijo forçado, puxada de braço, encostada e assédio verbal são alguns dos pontos lembrados, pelo manual, como violência e até crimes de importunação sexual.

Da Redação/Com JC Folia

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