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Empregada doméstica grávida é morta pelo neto da patroa com o filho no colo



Publicado em terça-feira, fevereiro 18, 2020 · Comentar 

“Ela saiu da casa gritando, despida, e havia perfurações na barriga”. Empregada doméstica grávida é estuprada pelo neto da patroa e, por ter reagido, foi morta a facadas. O crime aconteceu na frente do outro filho pequeno da vítima

Jéssica Santos, assassinada pelo neto da patroa

Jéssica Santiago dos Santos, de 29 anos, foi morta a facadas na madrugada do último domingo (16) em Salvador (BA). Ela trabalhava como empregada doméstica e o autor do crime é o neto da patroa.

A vítima estava grávida de seis meses e foi atacada quando segurava seu outro filho no colo, segundo depoimentos. Testemunhas relataram que Jéssica foi estuprada antes dos golpes.

Denilson Israel dos Santos Santana é o nome do neto da patroa de Jéssica. Após cometer o crime, ele foi agredido por populares e está internado no Hospital Geral do Estado do Estado (HGE). Um outro homem, que foi visto entrando na casa junto com Denilson, teria envolvimento no crime. No entanto, ele permanece foragido.

Por volta da 1h da madrugada, Denilson chegou na frente da casa da avó acompanhado de um amigo. Ambos haviam acabado de sair de um bloco carnavalesco. Eles permaneceram bebendo na frente da propriedade até as 4h, quando Jéssica abriu a porta para que entrassem.

Logo em seguida, Jéssica foi atacada em circunstâncias ainda não esclarecidas. “Ninguém sabe o que o fez fazer isso com ela. Estamos procurando o por quê”, disse o vizinho.

Após ser atacada, Jéssica saiu de casa ensanguentada com o filho no colo e chegou a gritar que havia sido esfaqueada. “Ela tinha cortes no rosto, pescoço, peito e na barriga. Com certeza o bebê dela morreu também, porque tinha mais de uma perfuração na barriga”, contou uma vizinha.

“Ela [Jéssica] estava seminua, com os seios à mostra por conta da roupa rasgada”, continuou a vizinha. “Em dezembro do ano passado, Denilson disse que iria matá-la. Vivia dizendo que ia acabar com ela e com um rapaz que trabalha como motorista para avó dele”, contou.

Momentos depois que Jéssica saiu do imóvel ensanguentada, Denilson apareceu e foi atacado por moradores da região, que já haviam despertado com os gritos. Uma viatura da Polícia Militar passou na hora e impediu o linchamento do assassino.

Segundo policiais que atenderam a ocorrência, Denilson confessou o crime alegando que Jessica haveria passado informações sobre a vida dele para “inimigos”.

Jéssica trabalhava na propriedade há alguns anos e dormia no local. Os vizinhos afirmaram que ela era muito querida pela avo de Denilson. “A idosa tinha também um carinho especial porque ela estava grávida do segundo filho”, disse um vizinho.

A Polícia Civil informou, em nota, que Denilson foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio. “O investigado, preso por policiais militares, após ser agredido por populares, confessou o crime. A polícia apura a informação da tentativa de estupro contra a mulher, como motivo do crime”.

“Ele é um monstro”

Nivaldo Pereira, de 62 anos, também trabalhava na casa onde ocorreu o crime. Ele é motorista da avó de Denilson. “Ele é um mau elemento, um bicho. Ele é um monstro”, desabafou Nivaldo.

“Ele tentou estuprá-la. Na fuga, ele estava de cueca, mas foi pego pela população, que depois começou a surrá-lo. Ele foi salvo graças à polícia”, declarou o motorista, que esteve no enterro de Jéssica nesta segunda-feira (17).

“Todos gostavam de Jéssica. Uma pessoa maravilhosa, sensacional, estava grávida de seis meses e teve a vida interrompida por um elemento daquele. A dona da casa estava no Rio de Janeiro e ia passar o Carnaval lá, mas, diante da tragédia, todos estão voltando. A minha patroa está arrasada com tudo isso”, disse Nivaldo.

Da Redação 
Com Pragmatismo Político 

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