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ESPECIAL: Legado da Professora Altair Matias se faz presente na história de uma geração em Mari/PB



Publicado em sexta-feira, junho 21, 2019 · Comentar 

A tarde do dia 19 de junho foi sombrio, Mari parou com a notícia da morte da professora Altair de Oliveira Matias; professora por vocação, assim como tantas outras, mas quis o destino que ela durante os seus mais de 70 anos de vida assumisse funções públicas importantes, sempre no campo da educação. Dos 61 anos de emancipação política de Mari, 10 deles a educação foi colocada em suas mãos.

Nessa reportagem especial, o ExpressoPB.net mostra um pouco da história de vida e profissional da professora Altair como forma de prestar-lhe uma homenagem, mas também para deixar registrado na história a sua passagem pela vida de tantas pessoas: familiares, amigos, professores, alunos…

Nascida em 25 de julho de 1945, Altair chegou a Mari no ano de 1958, filha do saudoso Ten. Alvaro de Oliveira e de Dona Adrina Pontes, juntamente com mais três irmãos. Por ser militar, seu pai andava muito e para onde era designado a trabalhar carregava sua prole.

Ao extinto Jornal Umari Notícias, edição 31 de novembro de 1999, a professora Altair revelou em entrevista que  sempre teve vocação para o magistério, tanto que logo cedo começou a dar aulas particular em sua própria residencia, tendo assumido sua primeira função pública, como professora na gestão do então prefeito Pedro Tomé de Arruda, na Escola Epitácio Dantas.

Em 25 de junho de 1968 casou-se com Antonio Matias de  Silva, tendo construído uma respeitosa família de cinco filhos.

Com licenciatura plena em história, Altair foi Secretária de Educação pela primeira vez, na gestão de seu irmão, o então Prefeito Adinaldo de Oliveira Pontes (1983 a 1988). Voltou ao comando da educação de Mari em 1997, quando sua cunhada foi eleita prefeita da cidade.

Colegas falam de sua personalidade – Pessoa de um carisma imenso, Altair construiu muitas amizades ao longo dos anos. Em conversa no dia se seu sepultamento, a professora Estefânia Silva, colega de trabalho por longas datas, comentava a capacidade de Altair em dirimir conflitos. A professora Rama e Marineide Martiniano lembraram de quando Altair foi secretária na gestão do irmão, das longas noites em que professores passavam a enfeitar as ruas do centro para festa de aniversário da cidade: “ela e nós, nós e ela”, afirmam.

Figura presente na política – Apesar de nunca ter concorrido a um cargo eletivo, Altair era figura presente na política. Nunca abandonou o irmão, pitacava nas decisões políticas da família. Em eventos públicos na gestão de Adinaldo, lá estava Altair ao lado do irmão, acompanhando a mãe (quando viva).

Ao lado da mãe, do irmão e da cunhada inaugurando o Complexo Educacional do Procanor – 1985
Em evento de São Sebastião
Em seu gabinete nos anos 80
Ao lado de sua amiga Maria do Carmo Rique.

Pessoa humana e caridosa – Era uma coisa de sua personalidade sempre se colocar no lugar do outro. Nunca se negava a ajudar a quem lhe procurasse em busca de um apoio.

Alegria contagiante – Falar de Altair é lembrar de sua alegria contagiante, nunca alguém vai dizer que a encontrou cabisbaixa, sempre com seu sorriso no rosto, batom nos lábios e bom humor.

Com a morte de Altair vai se consumando, para a história de Mari, toda uma geração de sua época, de muitos que já se foram – a exemplo do próprio Adinaldo Pontes – e de outros que tendem a ir logo breve.

Os que ficam dão seguimento a história e guardam na lembrança bons tempos de quando estavam em nosso meio.

Da Redação 
Do ExpressoPB 

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