sábado, 25 de maio de 2019
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Terapia Ocupacional e Síndrome de Down



Publicado em quinta-feira, abril 4, 2019 · Comentar 

Em março, mas precisamente no dia 21 comemorou-se o “Dia Internacional da Síndrome de Down”. A data 21/3 faz referência as 3 cópias do cromossomo 21 do qual resulta a Síndrome de Down-SD. A data foi proposta pela Down Syndrome Internacional em 2006, e passou a ser incorporada no calendário oficial da ONU em 2011 através de proposta pelo Brasil. Esta data serve de impulso para uma maior divulgação sobre o que de fato é a Síndrome, bem como para aumentar a probabilidade de inclusão destas pessoas no meio social.

Todo ser humano tem 46 Cromossomos dividido 23 em pares (a junção do material genético do pai e da mãe), no caso, a Síndrome de Down (ou Trissomia do cromossomo 21 como era conhecida nos estudos iniciais) nada mais é do que uma condição genética, onde a pessoa possuirá 47 Cromossomos, onde o cromossomo a mais liga-se ao par 21 (daí o Trissomia do cromossomo 21). Boa parte das pessoas que nascem com esta Síndrome, apresentam características físicas semelhantes, como rosto arredondado, nariz achado, orelhas e mãos pequenas, olhos puxados, espaçamento maior entre o dedão do pé e os demais, língua protusa, dentre outras.

Comumente apresentam ainda características como hipotonia (flacidez muscular) e retardo mental. Não necessariamente todas as crianças com Síndrome de Down apresentarão todas essas características, contudo é comum que apresentem algumas delas.

Fonte:  https://images.google.com

Devido a hipotonia é comum que haja um retardo no Desenvolvimento Neuropsicomotor da criança, o que deve retardar também as fases do seu desenvolvimento.

Existem os chamados Marcos do Desenvolvimento Infantil, que é cada parte do Desenvolvimento da criança, através destes pode-se observar se a criança está com o Desenvolvimento adequado para sua faixa etária ou não, direcionando para possíveis cuidados. Esse desenvolvimento deve ocorrer naturalmente com os estímulos do dia a dia, contudo é possível que as crianças com Down apresentem uma lentificação, o que não significa que elas irão deixar de se desenvolver, ao contrário, sabendo que estas já são propensas a esse atraso deverão ter acesso a uma rede de acompanhamento multiprofissional, para que com a estimulação precoce o seu desenvolvimento se aproxime ao máximo do desejável de acordo com sua faixa etária.

Na própria caderneta de vacinação da criança encontram-se direcionamentos de acompanhamento da criança, com indicativos de estímulos básicos de acordo com a faixa etária, além de diversas orientações sobre cuidados como mostra o exemplo das imagens abaixo:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_menina_11ed.pdf

 

Além do desenvolvimento de modo geral a caderneta de vacinação que deve ser um poderoso aliado aos pais da criança, conta também com um Guia básico para acompanhamento da criança com Síndrome de Down, como mostra a imagem abaixo:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_menina_11ed.pdf

Esse guia orienta a busca por uma equipe multiprofissional que irá auxiliar no desenvolvimento da criança. A equipe conta comumente com profissionais como Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Psicólogo.

A Terapia Ocupacional busca dentre outros objetivos, auxiliar as pessoas (crianças, adolescentes, adultos e idosos) individual e/ou coletivamente, na realização das Atividades Ocupacionais ou do dia-a-dia. O Terapeuta Ocupacional utiliza-se das oito áreas de Ocupação (Atividades de Vida Diária- AVD, Atividades Instrumentais de Vida Diária- AIVD, Descanso e Sono, Lazer, Participação Social, Educação, Brincar e Trabalho), para identificar o ponto inicial de intervenção, que compreende avaliar o cotidiano do paciente, buscando alterações no desempenho ocupacional, considerando sempre o contexto e sua situação pessoal, familiar e social.

Fonte:  https://images.google.com

Logo, o Terapeuta Ocupacional deverá estar presente no acompanhamento da criança com Síndrome de Down desde sua estimulação precoce, na estimulação do Brincar de forma Funcional, nos treinos de Atividades de Vida Diária, no acompanhamento a escola e em demais fases de sua vida como o engajamento no trabalho e a participação social de forma independente já na fase adulta.

Fonte:  https://images.google.com

O que não significa que a pessoa com Síndrome de Down ficará refém de um Terapeuta Ocupacional (só a nível de esclarecimento) e sim que em qualquer que seja a fase de sua vida, SE esta apresentar dificuldade no Desempenho de qualquer área de Ocupação o Terapeuta Ocupacional é profissional capacitado a intervir e estimular suas capacidades, seja fazendo adaptações, seja descobrindo novas potencialidades.

 

Drª Raniéli Souza
Terapeuta Ocupacional CREFITO 177891-T.O
Pós- Graduada Em Transtornos do Desenvolvimento e do Espectro Autista
Membro da Diretoria da Associação de Terapeutas Ocupacionais da Paraíba

 

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Fonte:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_menina_11ed.pdf

https://www.calendarr.com/brasil/dia-internacional-da-sindrome-de-down/

http://www.crefito1.org.br/

https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/sindrome-de-down-alteracao-genetica/

http://www.reab.me/

http://www4.planalto.gov.br/ipcd/noticias/21-de-marco-dia-internacional-da-sindrome-de-down

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