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“Ele não teve coragem de pedir desculpa”, diz pai de jovem morta pelo namorado



Publicado em sábado, novembro 10, 2018 · Comentar 

“O sentimento é de muita revolta, de falta de respeito. Ele não teve coragem de dizer que matou minha filha nem de me pedir desculpa”. A declaração é de Luiz Antônio, pai da jovem Luana Alverga, morta pelo namorado, Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, com um tiro de espingarda no dia 23 de julho de 2017, no bairro do Roger, em João Pessoa. A fala do pai da vítima ocorreu durante audiência de instrução do caso, nesta sexta-feira (9), no Fórum Criminal de João Pessoa.

Em entrevista ao repórter Bruno Pereira, da TV Correio, Luiz Antônio também afirmou que durante toda a audiência buscou confrontar Yuri sobre o crime, mas ele se negou a falar.

“No meu depoimento eu falei olhando para ele e mandando que ele me contestasse se eu tivesse falando alguma mentira. Eu tinha mais tempo (junto) com ele do que o próprio pai. Ele ia dormir lá em casa e acordava de meio dia para almoçar enquanto eu saia de seis horas da manhã pra fazer a feira e ele comer”, disse Luiz Antônio.

Questionado se ainda perdoava Yuri pelo crime cometido, Luiz Antônio disse que o réu teria o seu perdão se o crime tivesse sido sem intenção, por acidente, o que não ocorreu.

“No início do caso eu cheguei a dizer varias vezes que se fosse acidental eu teria perdoado ele na hora. Mas ele largou ela lá e foi cuidar da vida dele. A perícia disse que foi intencional. Eu espero que se faça justiça, é a coisa mais digna em um crime desses. Luana era uma pessoa diferenciada, que tinha carinho e amor. Uma menina estudiosa e que se preocupava com as pessoas mais carentes, ocupava o tempo dela com coisas boas”, afirmou o pai de Luana.

Em contato com o Portal Correio, o advogado da família de Luana, Peter Ramalho, contou que a audiência desta sexta precisou ser adiada porque uma testemunha de acusação não pôde comparecer. Por conta disso, o retorno da audiência de instrução será no dia 12 de abril.

“Teve uma testemunha de acusação que não pôde comparecer e nós não abrimos mão de ouvir essa testemunha. Os trabalhos foram remarcados para 12 de abril sob justificativa de pauta cheia. Após o fim dessas audiências é que será marcado o júri popular contra Yuri e o tio dele, que é dono da arma usada no crime”, disse o advogado.

O caso

Luana foi morta durante uma festa de aniversário na casa da família de Yuri. O disparo, de espingarda, aconteceu em um dos quartos da residência. Yuri foi preso na mesma noite e teve a prisão mantida no dia 24 de julho após decisão judicial, indo para o presídio do Roger.

Saída da prisão

No dia 8 de agosto do mesmo ano, Yuri foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), mas foi liberado do presídio no dia 15 do mesmo mês por decisão da juíza Francilucy Rejane, que concedeu habeas corpus a ele.

Da Redação
Com Portal Correio

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