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ASSASSINATO: O que se sabe sobre o advogado criminalista morto e concretado em MG



Publicado em quarta-feira, dezembro 21, 2022 · Comentar 

O advogado assassinado Alexandre Mauro Barra. Advogado criminalista é morto e concretado no quintal de uma casa em Montes Claros, Minas Gerais
Créditos: Facebook/Reprodução

O advogado criminalista Alexandre Mauro Barra, de 34 anos, que morava em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, estava desaparecido desde o dia 13 de dezembro, mas na terça-feira (20), a Polícia Civil mineira confirmou que seu corpo foi encontrado concretado no quintal de uma casa do município.

Num primeiro momento, a única pista existente era o seu carro, encontrado abandonado num motel de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quase 420 km de distância de onde o advogado residia e trabalhava, um dia depois do desaparecimento da vítima. Câmeras de monitoramento de praças de pedágio mostraram que o veículo trafegou por inúmeras rodovias até chegar ao destino final, sempre conduzido por dois homens, que não foram reconhecidos pelos familiares de Barra.

O mistério apenas aumentava até que no dia 18 um motorista de aplicativo foi baleado e esfaqueado num local ermo da zona rural de Montes Claros, dando entrada gravemente ferido num hospital público da região. Aos investigadores, ele contou que a tentativa de homicídio que sofrera “teria relação com o caso do advogado desaparecido”. O sujeito apenas revelou que ganhou R$ 1 mil para levar o carro até Contagem e deixá-lo largado na garagem do tal motel.

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Após ser interrogado, o motorista revelou os nomes dos criminosos que teriam dado a ele a quantia para desaparecer com o automóvel, fazendo com que os policiais chegassem a três pessoas. Na casa de uma delas, no bairro Santos Dumont, o corpo do advogado foi encontrado no quintal, num buraco de um metro de profundidade que tinha sido concretado recentemente.

Barra tinha um cinto enrolado no pescoço e alguns sinais que levaram os peritos a crer preliminarmente que a morte teria ocorrido por asfixia, embora a necropsia tenha apontado um traumatismo craniano como causa do falecimento. Uma significativa distensão no tórax (inchaço) fez com que os legistas também considerassem no laudo uma sessão de espancamento ou tortura, já que esse é um sinal encontrado nesse tipo ocorrência.

A motivação do crime ainda não foi anunciada pela Polícia Civil, mas os responsáveis pelo inquérito adiantaram que entre a vítima e os autores do assassinato e da ocultação de cadáver “havia uma relação de amizade” relativamente próxima.

Da Redação 
Com Revista Forum 

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