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Croácia vence Marrocos e garante terceiro lugar na Copa do Catar



Publicado em sábado, dezembro 17, 2022 · Comentar 

Quatro anos após o vice-campeonato na Rússia, a Croácia está novamente no pódio de uma Copa do Mundo. Neste sábado (17), a seleção axadrezada derrotou Marrocos por 2 a 1, no Estádio Internacional Khalifa, em Doha, na disputa pelo terceiro lugar do Mundial.

A campanha repete a da primeira participação em Copas, há 24 anos, na França. Na ocasião, os croatas caíram para os anfitriões na semifinal, por 2 a 1, mas deram a volta por cima ao vencerem a Holanda, pelo mesmo placar, também assegurando a terceira colocação.

O triunfo em Doha foi “a última dança” em Mundiais do principal nome da geração que fez os croatas sonharem com o topo do futebol. Aos 37 anos, Luka Modric já havia anunciado que a Copa de 2022, a quarta da carreira, seria a última. O camisa 10 não apresentou, no Catar, todo o brilho de quatro anos atrás, quando foi eleito o melhor jogador da competição e, posteriormente, ganhou a Bola de Ouro da Fifa. Ainda assim, foi fundamental na campanha axadrezada, principalmente nas quartas de final, quando foi o dono do meio-campo no jogo contra o Brasil.

Do outro lado, a derrota marcou o fim do conto de fadas da primeira seleção africana a chegar às semifinais de uma Copa. E pensar que, há três meses não era Walid Regragui, mas o bósnio Vahid Halilhodzic, quem estaria no comando dos Leões do Atlas no Catar. Nascido na França, mas de ascendência marroquina, Regragui assumiu a equipe após o antecessor ser demitido por “diferenças de opiniões” com a federação. Entre as “diferenças” estava a não convocação o meia Hakim Ziyech, um dos astros do país.

Curiosamente, croatas e marroquinos iniciaram a jornada catari juntos, com um insosso empate sem gols no Estádio Al Bayt, em Al Khor. Ambos superaram a concorrência de Bélgica e Canadá, no Grupo F, para seguirem para as oitavas de final. Em lados diferentes do chaveamento, os europeus precisaram dos pênaltis para despacharem Japão e Brasil, mas não resistiram à Argentina. Os africanos, que também foram à marca da cal para eliminarem a Espanha e que superaram Portugal no tempo normal, pararam apenas na França.

A campanha histórica e o reconhecimento da torcida, que tomou as arquibancadas cataris ao longo da Copa, mostraram a Marrocos que ainda havia pelo que lutar no Catar. Não à toa, Regragui mandou a campo a melhor formação possível. O lateral Noussair Mazraoui e o zagueiro e capitão Romain Saïss, contundidos, foram substituídos por Yahya Attiat-Allah e pelo meia Abdelhamid Sabiri, respectivamente. Com isso, o técnico marroquino reeditou o 4-3-3 da maior parte da Copa, ao invés da formação com três zagueiros adotada no revés para os franceses. Uma terceira mudança, essa por opção do comandante, foi a saída de Azzedine Ounahi para entrada do também meia Bilal El Khannous.

Da Redação
Com Agência Brasil

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