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Argentina defende invencibilidade contra o Uruguai, mas carrega peso da fila



Publicado em sexta-feira, junho 18, 2021 · Comentar 

Na última vez em que o Uruguai venceu a Argentina em um jogo de Copa América, em julho de 1989, Lionel Messi havia acabado de completar dois anos de idade. Faz tempo, mas para o torcedor uruguaio o histórico diante dos rivais nessas últimas três décadas importa pouco.

Isso porque a Celeste conquistou, em 2011, aquilo que os argentinos já perseguem há 28 anos e estão desesperados por conquistar: um título, uma taça.

É com essa carga que Messi e companhia têm de lidar a cada vez que entram em campo para um jogo competitivo. Como nesta sexta-feira (18), às 21h, em Brasília, no confronto com os uruguaios, que fazem sua estreia nesta edição da Copa América. A ESPN Brasil transmite a partida.

Messi durante a estreia da Argentina na Copa América, contra o Chile, no Rio – Carl de Souza – 14.jun.2021/AFP

A Argentina vem de empate por 1 a 1 com o Chile em seu primeiro jogo no torneio. Uma partida que mostrou, como há muito se vê na seleção, um Messi sobrecarregado na tentativa de fazer o time de Lionel Scaloni funcionar.

No Uruguai, também há questionamentos em relação ao desempenho recente da equipe nacional sob o comando de Óscar Tabárez. Nas Eliminatórias, o começo foi vagaroso: duas vitórias, dois empates e duas derrotas em seis rodadas.

“Há de se ter confiança, mas também tranquilidade, porque não é uma final. É um início de série contra um rival qualificado, que vemos como um clássico. Não é uma partida qualquer, e os jogadores sabem disso”, afirmou o “Maestro” na prévia do confronto com os argentinos.

“Nestes 15 anos, estivemos muito pior do que nesses últimos dois jogos [das Eliminatórias], em que disseram que fomos um desastre. Levamos [o trabalho] adiante e cumprimos com os objetivos. Não nos sentimos com a obrigação de ser campeões”, completou.

Técnico da Celeste desde 2006, Tabárez classificou o país às últimas três Copas do Mundo e foi campeão da Copa América de 2011, disputada na Argentina.

Nas quartas de final daquela edição, argentinos e uruguaios se enfrentaram em Santa Fe, mas o empate por 1 a 1 levou a decisão para os pênaltis, que terminou com classificação dos comandados do “Maestro”.

A igualdade no placar não encerrou, tecnicamente, a sequência de resultados negativos contra a Argentina na Copa América, mas foi tão saborosa quanto o triunfo por 2 a 0 em julho de 1989, com dois gols de Rubén Sosa. De 1989 para cá, exceção feita à alegria celeste nos pênaltis de 2011, os argentinos levaram vantagem, com três vitórias nos três outros confrontos pela competição.

O capitão uruguaio Diego Lugano comemora com a taça de campeão da Copa América 2011

O capitão uruguaio Diego Lugano comemora com a taça de campeão da Copa América 2011 – Juan Mabromata – 24.jul.2011/AFP

Na sequência do torneio de dez anos atrás, os uruguaios superaram o Peru na semifinal e o Paraguai na decisão, no estádio Monumental de Núñez, para levantar o troféu. Título que consagrou a geração de Lugano, Forlán e Suárez e premiou o processo iniciado por Tabárez em 2006, logo após a seleção assistir ao Mundial daquele ano pela televisão.

Exatamente pelo sucesso do trabalho de longo prazo que já rendeu uma taça, há maior tranquilidade no Uruguai do que no país vizinho, campeão pela última vez em 1993. Treinador na conquista da Copa América daquele ano, Alfio Basile, 77, está internado com uma pneumonia decorrente da Covid-19.

Para se aproximar do sonho de encerrar a fila, porém, é preciso melhorar o rendimento em campo. E uma vitória contra o Uruguai, ainda que seja algo comum no passado recente, poderá dar o empurrão aos argentinos rumo a uma campanha vitoriosa.

“Ganhar do Uruguai é chave no aspecto anímico. Os três pontos nos dariam ilusão e alegria de olho nas quartas de final”, disse o goleiro Emiliano Martínez, 28, que, apesar de nascido quando a Argentina foi campeã pela última vez, certamente não tem nenhuma memória daquela taça.

Da redação/ Com Folha de São Paulo

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