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Homem preso por dar tapa em Macron é entusiasta de artes marciais medievais



Publicado em quarta-feira, junho 9, 2021 · Comentar 

O homem acusado de dar um tapa no rosto do presidente francês, Emmanuel Macron, dirigia um clube para entusiastas da esgrima medieval e não tinha antecedentes criminais, disseram fontes próximas à investigação nesta quarta-feira (9).

Uma fonte policial identificou o suspeito como Damien Tarel, de 28 anos. Ele está sendo investigado por agressão a um funcionário público, disse o promotor local.

Macron, que fazia uma caminhada no sul da França menos de um ano antes da próxima eleição presidencial, foi atingido na terça-feira enquanto cumprimentava uma pequena multidão de curiosos.

Tarel, vestido com uma camiseta cáqui, gritou “Abaixo a Macronia” e “Montjoie Saint Denis”, o grito de guerra do exército francês quando o país era uma monarquia.

Uma fonte próxima à investigação o descreveu como alguém “um pouco perdido, um pouco geek, um pouco gamer”.

Tarel e um segundo homem ainda estavam sob custódia policial nesta quarta, acrescentou a fonte. A acusação de agressão a um funcionário público acarreta uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de € 45 mil.

Tarel administra um clube local de entusiastas de artes marciais focado na prática de artes marciais europeias históricas, incluindo a esgrima tradicional.

Macron disse que não temia por sua segurança e continuou apertando as mãos de membros do público depois de ser atingido.

Em uma entrevista ao jornal Le Dauphiné Libéré após o incidente, ele afirmou: “Você não pode ter violência ou ódio, seja em palavras ou ações. Do contrário, é a própria democracia que está ameaçada.”

Macron já foi alvo de cidadãos desencantados. Em 2016, quando era ministro da Economia, ele foi atacado com ovos por sindicalistas por causa das reformas trabalhistas e, dois anos depois, ficou abalado depois de ser questionado por manifestantes antigovernamentais.

“Podemos discordar do que o presidente Macron fez. Votamos no próximo ano e haverá muitas pessoas votando contra ele, disse o parisiense Louis Bernard. “<as esta campanha eleitoral não pode ser baseada na violência.”

Da redação/ Com Reuters

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