terça, 18 de maio de 2021
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João Pessoa zera número de pacientes graves nas UPAs e desafoga UTIs nos hospitais do município



Publicado em sexta-feira, abril 9, 2021 · Comentar 

Ocupação de leitos caiu de 84% para 77% no estado (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de João Pessoa zerou o número de pacientes com quadro grave de Covid-19 internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. Entre as ações que possibilitaram a recuperação dos pacientes está a adoção de um protocolo, intitulado de Dique Filipeia, específico de fisioterapia. Nesta sexta-feira (09), completaram-se 30 dias da aplicação desse suporte aos pacientes nas UPAs que permitiu ainda maior rotatividade nos leitos de enfermaria e queda na evolução do quadro de pessoas que necessitariam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nos hospitais municipais.

O protocolo envolve tanto o suporte ventilatório, quanto a reabilitação física e funcional de quem estava sendo atendido nas UPAs e também nas enfermarias dos hospitais ProntoVida, Santa Isabel e Ortotrauma. “A ideia surgiu, pois notamos que havia um gargalo. Independentemente do número de leitos de UTI que estavam se abrindo, todos estavam lotando. A gente colocou um dique contenção nas enfermarias para que o paciente não evoluísse para a UTI e, assim, conseguisse minimizar o fluxo de paciente para esses leitos”, disse o responsável pelo protocolo, o fisioterapeuta Murillo Frazão.

A outra fisioterapeuta também responsável pelo novo protocolo, Kamila Marinho, ressaltou que os pacientes internados na enfermaria que antes passavam até 17 dias nessa situação, a partir do suporte desse novo tratamento, passam, no máximo, sete dias.

O Dique Filipeia consiste em abordagem de suporte ventilatório, com máquinas específicas, associados a programas específicos de exercício físico, com isso o paciente mantém todos os órgãos funcionando de forma mais adequada.

Segundo o responsável pelo protocolo, os pacientes, em 24 horas, já apresentam sinais de melhora, com isso, conseguem receber alta de forma rápida. “Desde o princípio já sabíamos que a doença não atingia apenas o sistema pulmonar, mas sim outros órgãos. Então, o desenvolvimento do protocolo foi para melhorar o desempenho do pulmão, coração, músculos, sistema circulatório pulmonar e demais regiões do corpo”, explicou Murillo Frazão. A atividade envolve 150 fisioterapeutas, além das equipes técnicas, enfermeiros e médicos.

Da redação/ Com Blog do Anderson Soares

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