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ANÁLISE: Calvário enfraquece Romero para 2022 e PSDB se movimenta para articular pré-candidatura de Pedro



Publicado em quinta-feira, abril 8, 2021 · Comentar 

Virtual candidato ao Governo do Estado em 2022, a pré-candidatura de Romero Rodrigues. (PSD), até algumas semanas, era dada como inquestionável. Era, praticamente, unanimidade, no grupo. Romero saiu fortalecido do processo eleitoral de 2020. Elegeu o sucessor no primeiro turno, com uma votação expressiva. A gestão é muito bem avaliada. Afora isso, a pré-candidatura do ex-prefeito conta com a extrema simpatia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O cenário de ventos favoráveis, no entanto, foram modificados, em poucas semanas, com a “tempestade” provocada, primeiro, pela denúncia do Ministério Público. Depois, pela aceitação da denúncia, tornando Romero réu na Calvário. Embora não tenha efeitos jurídicos imediatos, até porque o ex-prefeito terá todo o direito de ampla defesa, a decisão tem implicações políticas desastrosas. Coloca o campinense no mesmo patamar de outros réus da Calvário, guardadas as devidas proporções.

Como em política nenhum espaço fica vazio, imediatamente após a decisão da justiça, o deputado federal e presidente do PSDB da Paraíba, Pedro Cunha Lima, fez um movimento claro visando fortalecer o agrupamento político para ocupar o espaço que até então, Romero ocupava soberanamente. Pessoas próximas a Pedro deixaram claro que ele é pré-candidato ao Governo do Estado e faz gestos nessa direção. Ao abrir espaço na Câmara Federal para o suplente Rafafá, o PSDB começa a dialogar com a comunidade LGBT, que vai ter um representante tucano gay no Congresso.

Cunha Lima articula, também, a licença da deputada federal Edna Henrique (PSDB), para abrir vaga para Patrik Dorneles, que representa o segmento de pacientes com doenças raras. “Refleti bastante sobre essa decisão e tenho cada vez mais certeza que o futuro é colaborativo e que é fundamental ter espírito de grupo”, postou Pedro nas redes sociais ao anunciar licença da Câmara. O tucano começa a pavimentar o apoio partidário necessário para se apresentar como alternativa viável do grupo. Porém, mesmo fragilizado, Romero ainda é forte. Ao menos teremos uma prévia disputadíssima para escolher o representante da oposição em 2022.

Da redação/ Com Blog do Anderson Soares

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